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Pensadores de futebol!
Sábado, Julho 28, 2007

O futebol foi de férias, mas promete voltar. Pena é que não seja possível criar grandes expectativas em torno da época que se avizinha, tanto mais quando são os próprios intervenientes a traçar um cenário de algum pessimismo.

Não abordo, sequer, o descalabro económico em que se encontram grande parte dos clubes portugueses, mas antes abordar a vertente do espectáculo. A começar pelo futebol profissional, cuja competitividade fica a léguas de grandes provas como as de Inglaterra, Espanha ou Itália.

Um ano depois da redução de 18 para 16 clubes na Liga Profissional, fico perplexo ao ver (ler) os treinadores a confirmarem que “este não é o melhor caminho”, “o campeonato está menos competitivo” e “deviam-se tomar outras medidas antes de mexer no número de equipas”. Porra! Então ninguém se lembrou disso há um ano? Por onde andam os “pensadores do futebol”? Mas, afinal, quem toma decisões na orgânica do futebol? É a Liga de Clubes? É a Federação Portuguesa de Futebol? São os clubes? São os dirigentes? E os dirigentes não ouvem os seus treinadores?

Costumo ser um defensor dos bons exemplos, de forma a cometer o mínimo de erros possíveis. Se todos concordam que as Ligas de Inglaterra, Espanha e Itália são mais “interessantes” – vejam o sucesso que têm nas provas europeias – então porque é que em Portugal o número de equipas foi reduzido para 16 na I Liga, quando os “bons exemplos” competem com 20 clubes na sua Liga principal!

Mas isto de “pensar futebol” tem muito que se lhe diga. Não é só na estrutura profissional que as coisas vão mal, até mesmo a nível amador! A Associação de Futebol de Braga propôs no ano passado a reformulação dos seus quadros competitivos. Apresentou propostas em Assembleia Geral e os clubes (presentes) acabaram por votar a proposta que visava uma reformulação algo radical, principalmente no que diz respeito à forma como foi concretizada a transição da anterior orgânica para a futura. Mas decidiram assim, exercendo

O respectivo direito de voto!

E agora surgem alguns “digníssimos dirigentes” a esbracejarem contra esta medida, somente porque os clubes que representam estão a pagar a factura da tal reformulação radical? Porque será que as pessoas não olham aos interesses comuns, colectivos, em vez de estarem sempre a olhar para o umbigo!