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Pelas Taipas – Tudo
Quarta-feira, Agosto 11, 2010

O objectivo de tornar atraentes as terras, localidades e regiões, fez nascer as designações mais diversas para essas terras. No nosso país, Paços de Ferreira, muito pela publicidade nas camisolas da equipa de futebol com o mesmo nome, ficou conhecida pela “Capital do Móvel”. A promoção de países e regiões é uma constante em canais de televisão europeus. Está na retina, pelo insólito da situação, a promoção do Algarve através da palavra “Allgarve”. Esta nova palavra que não se admite que venha ser um neologismo da nossa língua, aliás, já abastardada por decreto e por acordos de utilidade duvidosa, pretende promover o Algarve nos mercados internacionais de turismo.

Por cá, há muitos anos que se tenta impor a designação “Taipas, Capital da Cutelaria”, como um cartão de visita das Taipas. Claro que essa iniciativa não é consensual. Pode-se dizer, no entanto, que essa ideia e iniciativa, em fase de maturação, referencía as Taipas como o nicho de resistência da industria de cutelarias no país e na Europa. Esta referência é tanto mais importante quanto sabemos da amargura com que a nossa indústria, em geral, vive. Por isso, todas as iniciativas que visem promover, evidenciar, dar a conhecer, no país e no mundo, a indústria mais característica da nossa terra e região, deverão merecer o respeito e aplauso de todas as entidades com responsabilidades no desenvolvimento sócio-económico da região. Para isso, a existência do museu da indústria da cutelaria daria um contributo de grande importância.

Uma ideia mais recente que tem surgido com frequência é a da promoção das Taipas como vila termal.

Bem-haja tal promoção. Que ela seja uma oportunidade para criar empregos e de desenvolvimento da terra.

É conhecida a dificuldade das Taipas em se promover no exterior do concelho de Guimarães, muito pela política centralista do município e pelo desinteresse dos representantes locais nos órgãos do município.

Por isso, temos que dizer que não pode haver qualquer concorrência entre as designações acima citadas, em termos de serem alternativa da outra. Podem evoluir juntas.

A vocação ancestral da vila prestar serviços relacionados com a actividade termal pode coexistir, em franca harmonia, com as cutelarias – já aconteceu no passado. Neste caso, quanto mais melhor.

Deverão recusar-se quaisquer pretensões de anular e de alguma forma menosprezar, por quem quer que seja, uma das designações à outra.

Afinal, mais vale ser conhecido por dois bons motivos do que só por um.