Passeio de idosos provoca reunião de Junta extraordinária
Segunda-feira, Setembro 5, 2005

“Se eu for presidente da Junta teremos mais passeios como este”. Terá sido esta frase proferida por Constantino Veiga que levou à marcação desta reunião extraordinária.

Não chegou a realizar-se a reunião de Junta de Freguesia extraordinária marcada para o passado dia 1 de Setembro. Armando Abreu e Constantino não estiveram presentes. Enquanto o primeiro fez chegar uma carta onde justificava a sua ausência, o segundo não esteve presente por se encontrar de férias.

Remísio Castro ainda esperou cerca de 15 minutos para confirmar o que já se esperava. A reunião não se podia realizar por falta de quórum.

No entanto, o presidente da Junta apresentou algumas explicações para a marcação desta reunião. Em causa estaria um eventual aproveitamento político durante uma viagem promovida pela Junta de Freguesia, no dia 3 de Agosto, a Santiago de Compostela.

Nesse dia, a Junta de Freguesia, promoveu uma visita de idosos a Compostela. Nessa viagem, o actual tesoureiro, Constantino Veiga, de acordo com as afirmações de Remísio Castro, esteve em campanha eleitoral. “Se eu for presidente da Junta teremos mais passeios como este”. Terá sido esta frase proferida por Constantino Veiga que levou à marcação desta reunião extraordinária. Remísio Castro entende que este tipo de situações não poderia acontecer e como estão marcadas duas novas viagem temia que se voltasse a passar situações idênticas à já descrita. O presidente da Junta pretendia confrontar Constantino Veiga com a afirmação que lhe é atribuída e, consequentemente, com a utilização indevida de um passeio de idosos para fins políticos.

Remísio Castro fez questão de frisar que estes passeios foram sempre acompanhados por elementos da secretaria e nunca por elementos da Junta. “Não posso permitir que elementos da Junta e candidatos às próximas eleições em vésperas de eleições participem nestas viagens e as utilizem para tirar dividendos políticos”.

Confrontado com estas afirmações e no sentido de clarificar a ausência à reunião, Constantino Veiga referiu que faltou à reunião por se encontrar de férias e que o presidente da Junta sabia disso. “Não compreendo a necessidade da marcação de uma reunião extraordinária para esta altura e para tratar de um assunto ou problema que só existe na cabeça do presidente da Junta”. Constantino Veiga diz que foi a essa viagem por não haver mais ninguém da Junta disponível. “O secretário da Junta não estava disponível, o presidente da Junta não podia ir ou não queria ir, como nunca vai para lado nenhum e uma funcionária da Junta estava de férias. Nesta situação a Junta fechava para a outra funcionária poder seguir no autocarro ou avançava eu. Acabei por, naturalmente, me disponibilizar e ainda bem que o fiz, pois foi uma viagem muito agradável, com uma companhia muito animada”.

Relativamente à frase que gerou toda esta situação, Constantino Veiga acabou por a confirmar em parte, mas refere que foi retirada de um determinado contexto em que foi produzida. “É verdade que cheguei a dizer que a Junta, agora que tinha um autocarro, deveria organizar mais viagens para a população das Taipas e acrescentei que caso algum dia viesse a ser presidente da Junta, teriam de ser organizados mais destes passeios”.

Texto: Alfredo Oliveira

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