Partidos reagem ao encerramento dos Centros de Saúde ao fim-de-semana
Sexta-feira, Janeiro 6, 2012

A decisão de encerrar os Centros de Saúde que integram o Agrupamento Guimaães-Vizela, aos fins-de-semana, a partir de 1 de Fevereiro, já reuniu reacções dos diferentes quadrantes políticos.

A Comissão Concelhia do PCP de Guimarães já manifestou o seu “profundo repúdio e protesto” pela adopção desta medida que consideram ser um “ataque às populações, fruto do pacto de submissão assinado pelo PS, PSD e CDS e das políticas de direita que os sucessivos governos têm vindo a seguir”.

O PCP vimaranense considera em comunicado que “estas medidas visam a destruição do Serviço Nacional de Saúde, a progressiva privatização da saúde e o aumento do custo da saúde para as famílias” e prometem intervir sobre o assunto na Assembleia da República através do seu deputado Agostinho Lopes.

Por seu turno, a Coordenadora Concelhia de Guimarães do Bloco de Esquerda, para além de condenar e repudiar esta decisão, dá conta em comunicado de que no seu entendimento, “esta medida virá afectar ainda mais negativamente as populações do concelho e agravar as condições de atendimento nas urgências do Hospital de Guimarães que já manifestam insuficiência de meios”.

Os bloquistas consideram ainda que esta decisão prejudica gravemente os interesses da população do concelho e apelam “a todos aqueles que defendem o SNS consagrado na constituição, que lutem para que estes direitos não sejam destruídos”.

Do PS, a reacção chegou pelo deputado vimaranense na Assembleia da República Miguel Laranjeiro em forma de pedido de esclarecimento ao Governo, através do Ministério da Saúde.

O deputado socialista pretende confirmar junto dos responsáveis governamentais se foram dadas instruções para a aplicação desta medida. Miguel Laranjeiro questiona ainda, se “foram consultados os profissionais da saúde envolvidos, sobre a possibilidade de encontrar alternativas” à aplicação desta medida. Por último, o político vimaranense pretende saber se foi “avaliado o impacto que esta situação, a concretizar-se, terá no serviço de urgência do Centro Hospitalar do Alto Ave”.