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Parabéns, Reflexo!
Quarta-feira, Junho 12, 2013

Faz vinte anos que escrevo para o Reflexo. A secção ECOS, com uma predominância de textos sobre educação, traz também outras ressonâncias sobre temas afins, todos eles tendo como base a cidadania.

Faz trinta e três anos que resido numa freguesia da área circundante da vila, se bem que, oficialmente, o meu endereço seja o da Rua Nª Srª de Fátima nas Taipas.
Faz vinte e nove anos que leciono na Escola Básica das Taipas, nome atual, mais um… para uma escola que já fez quarenta anos ao serviço da educação.

Faz trinta e seis anos que sou professora. Estava, pois, à bica da reforma, se não fossem todos estes atropelos de há meia dúzia de anos…

Tantas datas marcantes, tantos “ecos” surgem, mas nenhum me conduz à escrita, apenas a um angustioso sentimento de prisão num local onde as palavras e os atos ressoam e entoam ensurdecedoramente, sem me deixarem ouvir com nitidez.

Decido-me por dar voz à colaboradora deste jornal que, umas vezes, escreve num tom delicodoce e, outras, parece possuída por mil diabinhos prontos a desfazerem quem lhes faça frente. Depende do assunto, da época do ano, da política que nos (des)governa no momento e dos seus fazedores ou desfazedores de leis e regalias.

Não… não quero escorregar para a politiquice, porque esta é uma data muito importante. O Reflexo superou as dificuldades, venceu nomeadamente aqueles que auguravam a sua queda desde a primeira hora e manteve o seu projeto ativo, operacional, agradando a uns e desagradando a outros, como seria de esperar e é natural. Mais vale ser falado, bem ou mal, do que não ser sequer mencionado, pois é sinal de que está a mexer com as mentes, com as gentes… É isso que interessa e, dessa forma, o jornal está pronto para enfrentar mais vinte anos, pelo menos. Com o lugar conquistado e merecido, só tem de seguir as pisadas já traçadas e manter o seu rumo.

Nesta data festiva, os meus parabéns ao Reflexo e a quantos com ele colaboram. Só posso desejar continuar a ser um dos seus convidados, enquanto me deixarem, mas, no mínimo, nos próximos vinte anos.