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País a banhos, assaltos nas lojas e o passo à frente de Ricardo Costa
Sexta-feira, Setembro 26, 2008

1. Tal como aconteceu o ano passado, durante o último Verão, os órgãos de comunicação social nacionais viram-se confrontados com a sua própria crise: o que noticiar? O ano passado, foi caso McCann, que serviu de manobra de diversão para os portugueses. Estes sorveram tudo. Acompanharam e sofreram em conjunto. Já que, felizmente, não houve “uma vaga de incêndios” este ano, era necessário outro refúgio mediático que mantivesse os jornais preenchidos e os portugueses entretidos (a partir de certo ponto põe-se em causa a acuidade da informação, passando o assunto em causa a ser visto como entretenimento), foi quando alguém descobre finalmente que os portugueses se andam a roubar uns aos outros.

Rapidamente se tratou de criar o leitmotiv para uma onda de violência que estava a assolar o país e que a comunicação social tratou logo de aproveitar, como acontece sempre que algo acontece em Lisboa. Nestas alturas, conhecem-se as várias facetas da imprensa e também o seu poder, que acaba quase sempre por procurar fazer rolar cabeças. A vítima desta vez foi o Ministro da Administração Interna. Rui Pereira, tentando sacudir a água do capote, quase chegou a dizer que a reforma das forças de segurança só não avançou por culpa de Cavaco Silva, que estava a demorar muito a aprovar a Lei Orgânica da GNR.

Rui Pereira, tem-nos habituado aos papéis mais ridículos. Não vai há muitos meses, em mais uma acção de propaganda a que de resto este governo também nos tem habituado (veja-se a “opulência” da festa socialista em Guimarães), anunciou o reforço dos meios disponíveis para as forças policiais e quase que nos convencia que não tínhamos qualquer razão para estar preocupados e que podíamos ir de férias descansados. Foi o que se viu e o que se continua a ver… Só falta vir dizer (outra vez) que este ano tivemos menos incêndios do que em anos anteriores devido à eficiência dos meios de combate e não por causa do clima que anda às avessas.

2. A cerca de um ano das eleições autárquicas já se conhece a primeira cara, que avançará, no caso, pelo Partido Socialista. É com satisfação que volto a ver que o PS continua a fazer um esforço de chamar gente nova para a linha da frente, dissera-o já na altura em que José Luís Oliveira avançou, o que nos nossos dias pode ter resultados subversivos.

Quanto a José Luís Oliveira reconheço hoje que a aposta feita poderá não ter sido a melhor e o facto de o próprio ter denunciado alguma falta de resistência pode ser sintomático disso mesmo. Também acredito que José Luís Oliveira não fez o queria (quer politicamente, quer na Taipas-Turitermas) porque a “máquina partidária”, não o terá permitido.

Tenho por isso algumas dúvidas se o Ricardo Costa será agora a melhor aposta. Espanta-me que, ao ver o exemplo do seu colega, tenha aceite avançar e ser “carne para canhão”. Podem fazer-se várias leituras: ou o Ricardo está a ser imprudente; ou então tem reunidas a vontade e a força necessárias para dar um bom contributo aos destinos da freguesia.

Conhecendo o Ricardo como um homem lutador, trabalhador e ambicioso, gosto mais de acreditar na segunda possibilidade, mesmo sabendo que serão muitas as contrariedades que encontrará pelo caminho. Não acredito que ganhe as eleições, mas acredito que possa ter um melhor resultado, relativamente às últimas autárquicas. Mesmo assim, terá de fazer um esforço por melhorar o desempenho e postura demonstrados durante o último mandato como deputado na Assembleia de Freguesia.

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Países asiáticos com margens impostas pela União Europeia
Sexta-feira, Outubro 6, 2006

Produtores de calçado asiáticos terão a partir de amanhã um conjunto de limitações ao comércio de calçado. Os produtores europeus de calçado mostravam-se fortemente contra os preços de comercialização do calçado proveniente da Ásia abaixo do seu preço de custo (conhecido como “dumping”).

O debate não se tem feito sem polémica no seio dos países da EU. Por um lado, países como o Reino Unido e a Suécia, defendem a liberalização completa dos mercados. Do lado oposto estão os países com importante papel na produção de calçado.

Quem se tem mostrado avesso às condições impostas pela EU são os comerciantes e os grupos de consumidores.

China e Vietname, os principais visados pela medidas tomadas, discordam das acusações de comercializarem os seus produtos em condições desleais e ameaçam não aceitar as medidas impostas pela União Europeia.

Texto: Paulo Dumas

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