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PS reage às preocupações da coligação JpG sobre possíveis despedimentos nas escolas
Sexta-feira, Maio 29, 2015

Após o anúncio da apresentação de uma proposta no executivo pela coligação JpG, para que a Câmara assuma encargos com dispensa de trabalhadores nas escolas, o PS reage classificando a medida como “absolutamente reprovável”.

O PS de Guimarães reagiu ao anúncio, feito pela coligação Juntos por Guimarães, sobre a apresentação de uma proposta de assunção por parte da Câmara Municipal de Guimarães das indemnizações devidas aos assistentes operacionais contratados pelas Juntas de Freguesia e Associações de Pais, para garantir o funcionamento das Actividades de Apoio à Família.

Num comunicado enviado às redacções o PS garante que a Câmara “não pretende despedir trabalhadores”, garantindo ao invés que “pretende manter esses postos de trabalho”, esclarecendo que o intuito será eliminar as condições precariedade através da passagem dos contratos temporários em definitivos.

“A Câmara está empenhada na solução contrária à que indica o PSD/PP”, lê-se no texto. Este empenho deverá materializar-se não só na manutenção dos postos de trabalho, mas ainda no reforço das condições dos contratos. O PS de Guimarães acusa os partidos da coligação de causar “alarme social”, atitude que classificam como “absolutamente reprovável”.

O PS diz não fazer sentido a coligação “reclamar louros” sobre a não exigência do 12.º ano de escolaridade, como condição necessária para a aplicação de candidatos. O PS garante que “essa exigência nunca foi pensada pelo executivo”. Os socialistas estranham que a posição, tomada pelo conjunto dos partidos de direita, surja após a votação unânime do concurso por parte do executivo. A alusão à necessidade de haver indemnizações “não faz sentido nenhum” – conclui o documento.

Esta tomada de posição surge após o anúncio feito pela coligação Juntos por Guimarães de que estaria a preparar uma proposta a apresentar numa próxima reunião do executivo municipal. Essa proposta defenderá que a Câmara assuma o pagamento de indemnizações derivadas da dispensa de trabalhadores que, por delegação de competências por parte da Câmara, estão vinculados às Juntas de Freguesia e Associações de Pais.

André Coelho Lima alega que estes organismos não têm capacidade financeira para o pagamento de indemnizações, caso os trabalhadores sejam dispensados e que a Câmara deverá assumir “responsabilidades políticas e morais para com os funcionários”.

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