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PCP insurge-se contra o encerramento do Serviço de Saúde Pública
Sexta-feira, Outubro 13, 2006

O PCP das Taipas está preocupado com o possível encerramento do serviço de saúde pública na vila.
Nesse sentido, solicitaram uma audiência com o Director do Centro de Saúde das Taipas, Dr. Alberto Perez, que os recebeu no dia 12 de Outubro.

Tal encontro motivou a emissão de um comunicado por parte da Comissão de Freguesia de Caldelas do PCP onde fazem constar a sua posição relativamente ao assunto, bem como, as conclusões finais do referido encontro.

Refere o comunicado que da “audiência resulta o facto de nada estar definitivamente decidido e de ser possível congregar vontades diversas para inverter uma intenção governamental lesiva dos interesses das Taipas enquanto pólo agregador de um conjunto de freguesias circunvizinhas”.

Pode ainda ler-se que o pretexto do governo (situação de reforma da médica que assegura este serviço e escassez de profissionais para a substituir) para desactivar esta valência de saúde pública, não convence os responsáveis taipenses do partido.

Consideram que “o caso das Taipas faz parte da estratégia de concentração nas grandes e médias cidades, esvaziando vilas e cidades mais pequenas dos serviços públicos, obrigando as pessoas a mais sacrifícios e a mais despesa. O que o Governo poupa sai do bolso dos cidadãos. Com a agravante de acarretar mais transtornos para o povo e lucros escandalosos para os privados. Por isso se diz que são sempre os mesmos a pagar as crises…”

No comunicado, o PCP das Taipas refere ainda não ser contra a reorganização dos serviços, nem contra o rigor nas despesas públicas. “Mas até que nos provem o contrário, entendemos que é sempre mais razoável um médico deslocar-se às Taipas do que muitos utentes deslocarem-se a Guimarães”.

É ainda manifestada a intenção de prosseguirem o combate pela manutenção de um serviço que, segundo o mesmo documento, abrange mais de 50 mil utentes, centenas de empresas e dezenas de escolas da área de influência do Centro de Saúde, utilizando, para isso, todos os meios legais ao seu alcance para impedir que esta perda se concretize.

Na certeza de que esta situação prejudica claramente os interesses das Taipas e dos Taipenses, o comunicado apela a que se despreze o silêncio cúmplice dos comprometidos e irresponsáveis, engrossando, das mais diversificadas formas, o coro de protesto a fazer chegar à Administração Regional de Saúde Norte. Apelam ainda à subscrição dum abaixo-assinado que, dizem, já está a circular.

Texto: Manuel António Silva

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COMENTÁRIOS A ESTA NOTÍCIA

As pessoas devem unir-se para reivindicar e fazer valer os seus direitos, muito mais os adquiridos. Agora deve evitar-se a dispersão/fragilização de forças. Como os órgãos autárquicos já devem estar a tomar posição sobre o assunto, bom seria o PCP, juntar a sua voz à deles e doutros partidos e, com mais força, fazer valer os nossos direitos.
António Joaquim Oliveira 2006-10-13 18:47h

Caro Quim Vilas: nós evitamos que o caso passasse despercebido, trazendo-o para a praça pública, cumprindo, desse modo, o nosso papel de partido que se bate pelos interesses das Taipas. Temos em curso uma recolha de assinaturas, que convidamos os Taipenses a assinarem para desse modo expressarem o seu descontentamento a quem decidiu não promover a substituição da médica de Saúde Pública. Mais do que reivindicarmos qualquer paternidade, queremos ser o partido que apenas evitou que o silêncio e a inércia servissem as intenções dos responsáveis distritais e nacionais. Quem subscrever o abaixo-assinado está implicitamente a participar, sendo que essa é uma das várias formas de fazer chegar à administração regional de saúde de Braga a indignação do povo das Taipas. Confirmando o que nos preocupava, soubemos de fonte limpa que a Junta de Freguesia até ao dia reunião com o Sr. Director do Centro de Saúde das Taipas ainda não se tinha manifestado, primando pelo silêncio.
Cândido Capela Dias 2006-10-16 12:15h.

O papel assumido pelo PCP na defesa da Vila das Taipas e dos Taipenses, podia perfeitamente e até DEVIA ter sido assumido pelo executivo da Junta de Freguesia. Tal porém não acontece, e o PCP, provavelmente, não pode obrigar o executivo a movimentar-se. A Junta de Freguesia gasta demasiado tempo a entreter os Taipenses com festas e excurssões com os objectivos que todos conhecemos, e talvez devido a isso não lhe sobre tempo para estar atenta aquilo que a Vila está a perder. Pelos vistos, é mais fácil desculparem-se com aquilo que não lhes dão, do que defender aquilo que ainda temos. Lamento que o assunto já seja público hà uns dias e ainda não se conheça a posição da Junta de Freguesia.
Rogério Leite da Silva 2006-10-16 19:48h.

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