PUB
Os taipenses Smartini em entrevista após vencerem concurso em Paredes de Coura
Terça-feira, Novembro 29, 2005

Em Paredes de Coura, o grupo Smartini ficou classificado em primeiro lugar no Festival de Bandas de Garagem. O primeiro prémio traduz-se na actuação no palco secundário do Festival de Paredes de Coura.
O Reflexo falou com o grupo vencedor, os Smartini.

RFX: Como surgiu a oportunidade de participarem no Festival de Bandas de Garagem, em Paredes de Coura?
João Paulo: Vi, por acaso, um cartaz no Porto, a anunciar o concurso, cujo prazo terminava no dia seguinte. Vi qual era o Júri e interessou-nos ao máximo. Enviámos uma maqueta com três temas e fomos seleccionados.
RFX: O que é que sentiram quando ganharam?
Nuno Mendes: É importante as pessoas saberem isto: nós nunca quisemos ser muito uma banda de concursos. Sempre achámos que para entrar em concursos, seria com um júri a sério, ou não teria interesse.
No fundo, tínhamos necessidade de mostrar a pessoas que percebem, se estamos no caminho certo ou não.
RFX: Esperam, através do júri, ter mais oportunidades? Por exemplo, através do Miguel Pedro, fazer uma primeira parte dos Mão Morta…
JP: É muito difícil, embora estivessem lá pessoas que nos podem promover. Por exemplo o Nuno Calado e o Miguel Quintão, da Antena3, estiveram lá. O Miguel nem tanto, mas o Nuno Calado já se identifica muito com a nossa onda, tem um programa completamente identificado e já nos ajudou com alguns contactos com a Antena3. O produtor da Ritmos, que organiza o Paredes de Coura; também o director da Sic Radical, que esteve a falar connosco, gostou muito e falou-nos de clips.
RFX: Com este importante acréscimo no vosso curriculum, esperam mais oportunidades para actuar em locais mais conceituados?
JP: Bem, o nosso principal trabalho, logo a seguir ao concurso, foi tentar divulgar isso ao máximo. Dizer que nós ganhamos o Festival de Bandas de Garagem e que para o ano, vamos tocar no Festival de Paredes de Coura.
NM: Nós queremos tocar, mas gostamos de seleccionar os Bares onde vamos tocar. Devemos ir aos bares nevrálgicos e não correr os bares todos, só para curriculum, isso não nos interessa.
RFX: Na música Idiotic Sense – que esteve disponível para download no reflexodigital.com, nota-se uma certa influência dos Yo La Tengo. Assumem-na? Que grupos os influenciam?
JP: A história das nossas influências é engraçada… Quando fomos a Vilar de Mouros, disseram que tínhamos umas influências dos Joy Division. Eu, por acaso, na altura, não os conhecia. Agora com os Yo La Tengo, está a passar-se o mesmo. Eu já tinha ouvido um ou dois temas, não tinha ligado muito e sabia que eram seguidores de Sonic Youth e nós também somos.
NM: Eu acho que os Yo Lo Tengo são uma banda mais calma, mas baixinha, muito melódica, muito calminha e nós, para já, ainda não. Ficamos contentes por nos teres comparado aos Yo la Tengo.
RFX: E o CD? Já foi anunciado, porém ainda não está disponível no mercado. Como está este processo?
JP: Fazemos previsões e às vezes enganamo-nos. Neste momento já podemos editar, já temos o trabalho há muito e podíamos arrancar para a edição de autor. Mas estamos a dar um tempo, para bater às portas de algumas editoras a ver se eles pegam no CD.
NM: Não estamos muito preocupados com isso e já estamos a pensar num segundo álbum, este já faz parte do passado, mas não estamos obcecados pelo facto de sermos editados a torto e a direito. Queremos sê-lo na devida altura e não tem de ser uma grande editora, mas uma editora de respeito.

Joaquim M. Oliveira

Artigos Relacionados