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Os pontos nos ííís
Quarta-feira, Junho 11, 2014

É falso, porque prematuro, nem o governo sabe, que o CHAA venha a ter perda significativa de valências.

Se a perda de valências se viesse a verificar, toda a gente do concelho, todos os partidos, deveriam estar contra. É uma obrigação defender o que é nosso, o que nos está próximo sem perdermos de vista o bem geral.

Não se aceita, e toda a gente vai repudiar, que alguma vez o CHAA seja posicionado no nível mais baixo dos hospitais.

Esta polémica, que deu origem a comunicados partidários, pelo menos tem o condão de chamar a atenção para a perda progressiva da importância do concelho no seio do distrito e da região.

Não é por acaso, apesar de não concordar, que se vai criar a comarca de Braga e Guimarães vai fazer parte dela – o que não se compreende para uma cidade com Tribunal da Relação.

Agora é o Hospital. Logo será outro serviço público.

São sinais que apontam a perda de importância de Guimarães no país e na região norte.

É a perda. Começou pelas freguesias de Vizela, incluindo esta, por autismo cacique; continuou pela perda na instalação de empresas, também devido à custo das licenças de construção; uma rede viária pouco fluente e de resolução lenta dos pontos de congestão de transito; uma perda de população por contraposição com os concelhos limítrofes que a têm aumentado: Famalicão, Felgueiras, Braga. Portanto, não é um problema da região é um problema de Guimarães.

Claro que passaríamos a uma questão emergente: afinal de quem é a responsabilidade de tudo isto.

A resposta tem sido dada pelo próprio partido responsável pela tendência negativa, ao alterar o rumo das politicas e conseguir, agora, saber que sem politicas amigas do investimento, logo da criação de emprego, da fixação das pessoas, de querer o concelho de Guimarães como destino de migração interna, não concelho que floresça nem comunidade que enriqueça.

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