Os planos que estavam no armário.
Terça-feira, Maio 13, 2014

O que não existia, segundo ilustres eleitos locais pelo PS, saiu do armário e viu a luz do dia na sessão pública da Câmara Municipal de Guimarães realizada nas Taipas.

Quem devia ser conhecedor, não só porque lhe fora dado a conhecer, mas porque, principalmente, tinha sido chamado a dar opinião sobre as soluções técnicas para os vários e diversos problemas que a vila enfrenta, soube então que a maioria socialista da câmara tem, desde há pelo menos cinco anos, um plano estratégico de desenvolvimento da freguesia.

Plano esse que está a ser executado, apesar de não ter sido aprovado em qualquer reunião pública da câmara, muito menos pela junta de freguesia, e de o presidente Domingos Bragança se ter esforçado por sossegar os espíritos mais inconformados e rebeldes adiantando que o estudo é só isso mesmo, um estudo.

Articulados com esse plano de desenvolvimento e ocupação do território da freguesia, dois outros planos menores deixaram de ser segredo: o projecto para a requalificação do centro; e o projecto de intervenção nas principais vias rodoviárias.

Não queremos dissecar cada um dos planos, porque a câmara se comprometeu não só a expô-los publicamente, quiçá nas instalações da junta, como se prontificou a promover a competente e indispensável discussão pública.

Um outro tema superveniente aos assuntos tratados durante a ordem dos trabalhos, e que nós reputamos importantíssimo para a boa gestão do património municipal localizado nas Taipas, respeita à composição dos órgãos de gestão da Taipas-Turitermas.

Tivemos a oportunidade de defender em exclusivo que da direcção da cooperativa pública municipal deve fazer parte a junta de freguesia, o que, na nossa perspectiva, dá corpo e evidencia a disponibilidade do executivo municipal de trabalhar de forma articulada com os mais directos representantes do povo das Taipas, encerrando a noite negra do confronto entre órgãos democraticamente eleitos.

Recebemos sólidos indícios de a nossa proposta ter tido acolhimento, o que a concretizar-se representará um passo em frente no sentido da gestão em parceria e em cooperação que dignificará quem a concretizar e honrará quer a Câmara, quer a Junta.