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O sono dos justos
Segunda-feira, Novembro 11, 2002

Quando este número do “Reflexo” chegar às mãos dos leitores, já as novas instalações do Centro Social Padre Manuel Joaquim de Sousa foram inauguradas, abrindo as portas a dezenas de crianças.

Crianças que, até agora, frequentavam um espaço provisório, adaptado, onde as limitações são indiscutíveis e que, por isso mesmo, urgia substituir.

A utilidade do Centro é, portanto, inquestionável.

Como é pacífica a opinião de que quanto mais tarde ficasse pronto e em funcionamento, tanto pior.

Logo, adiar a entrada em funcionamento do Centro por questões marginais, acessórias, seria sempre um mau serviço prestado à comunidade, deixando para mais tarde o que convinha fosse resolvido na hora.

Vem isto a propósito do que se passou na última Assembleia de Freguesia e consta das páginas do número de Setembro deste mensário. Quem participou assistiu ao desenrolar de procedimentos, com recurso, por vezes, a acusações pessoais que sem nunca porem em causa a utilidade e a necessidade do Centro, conduziram o debate para o terreno da demagogia mais barata e do ataque ao bom nome e à honra do Presidente da Junta.

E no entanto, descontada a animosidade e incontinência verbal de algumas intervenções, pode e deve dizer-se que embora o processo não tivesse sido conduzido da melhor forma, facto é que as Taipas ganharam um equipamento que ninguém ousa dispensar.

Eu estive na dita Assembleia de Freguesia e votei favoravelmente pela viabilidade do Centro. Não quis ser cúmplice numa incoerência só admissível por obstinação ou infantilidade política.

Estou na Assembleia de Freguesia para melhorar as condições de vida dos cidadãos e faço a justiça de admitir que todos os eleitos estão animados dos mesmos propósitos. Tenho experiência quanto baste para distinguir política de politiquice.

Votei pelas crianças e mais uma vez dormi o sono dos justos.

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