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O rumo da FPF
Quarta-feira, Dezembro 6, 2006

Gilberto Madaíl – o homem que manda na Federação Portuguesa de Futebol – está com uma imagem gasta, sem ponta por onde se lhe pegar, além de denotar falta de ideias para o futuro do nosso futebol, mesmo assim recandidata-se ao cargo de presidente da Federação Portuguesa de Futebol. E não há quem lhe faça frente! O presidente da AF Braga, um dos sócios activos da FPF, desde a primeira hora está contra a reeleição de Madaíl e já apontou que “muito mau seria para o nosso país se não aparecesse uma pessoa forte, credível e que pudesse constituir alternativa ao Dr. Madaíl”. A verdade é que os mais atentos continuam à espera. Sou um deles, ainda que mantendo a convicção que essa pessoa vai aparecer para travar uma interessante “guerra” contra Madaíl, Scolari e companhia… É verdade, o treinador brasileiro que não passa de um mero funcionário, muito bem pago, apesar de cobrir umas horas extras a fazer anúncios de publicidade, parece ser uma carta decisiva nesta campanha eleitoral.

A Federação Portuguesa de Futebol é o organismo que superintende todo o futebol português, não se rege somente pelas selecções. Mas parece que não é isso que passa cá para fora. Deve-se reconhecer o trabalho, de uma forma ou de outra, bem desenvolvido nesta área… mas, o que se passa com tudo o resto?

– Os quadros competitivos do futebol nacional são uma lástima, os clubes fartam-se de lamentar, os campeonatos jovens não suscitam interesse. Há mais de dois anos foram discutidas propostas para a renovação das provas nacionais, sendo aprovadas regras para um figurino refeito, tal como já está o dos juniores, mas a verdade é que isso ainda não passou para os juvenis e iniciados. E está aprovado, há dois anos, pelos próprios associados. A Casa das Selecções continua a ser um sonho! Enfim, mais uma promessa! As pessoas competentes que mostraram trabalho credível são remetidos para a prateleira (Lembram-se de Carlos Queirós, olhem agora para o professor Agostinho Oliveira…).

A FPF, sob a égide de Gilberto Madaíl, mais não é do que uma simples associação de “amigos”, onde as decisões são deliberadas à mesa, para contento de todos aqueles que levam um rebuçado só para manterem o bico calado…

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