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O rock está vivo…
Sábado, Junho 4, 2011

Se há banda rock’n’roll nascida após o ano 2000 que me agrada são os Black Rebel Motorcycle Club de S. Francisco, Califórnia, U.S.A. A banda que tem o nome do gang de motards do clássico “The wild one”, possui todos condimentos que caracterizam o que uma banda rock de som cru, agressivo e sem rodeios deve ser. B.R.M.C. (2001) e Take Them On, On Your Own (2003) são sem dúvida do melhor que se fez nos últimos tempos por esse mundo fora.

No terceiro álbum Howl (2005) optaram por um registo mais folk, gospel e blues, tendo este sido, sem dúvida, o seu trabalho que menos consenso reuniu perante a crítica e sobretudo entre os fãs da banda.

Quando parecia que tinham perdido gás e que pouca ou nada havia ainda a acrescentar ao seu catálogo, lançam Baby 81 (2008) e provam que restava ainda muito combustível para arder…

Como nos dois primeiros fantásticos álbuns, Baby 81 e o mais recente Beat The Devil’s Tattoo (2010) são pérolas para qualquer apreciador de um género moribundo mas que persiste em resistir e atrai ainda inúmeros seguidores, sobretudo devido às suas apresentações ao vivo.

Os B.R.M.C. serão sempre um caso raro de criatividade na sua geração. Num estilo para muitos gasto, os B.R.M.C. conseguiram contribuir com algo de novo numa década ao nível do velho embala e enrola, miserável.

Funcionam como uma réstia de esperança de que o mesmo ainda não morreu, mas também não acredito que sejam os salvadores que muitos profetizaram. Ainda assim, são uma grande banda e ao vivo do melhor que já presenciei.

O risco de uma banda começar pelo topo é que dificilmente se consegue manter por lá durante muito tempo e este ultimo álbum para mim e para muitos como eu representava um teste de fogo à banda. Musicas como “Conscience Killer”, “Aya” ou “War Machine” falam por si.

Como alguém me disse num concerto da banda … mesmo que os B.R.M.C. não mudem, mesmo que pareça que tocam sempre o mesmo, o melhor mesmo é deixa-los tocar o que sabem, como só eles sabem. Já que mais ninguém o faz…parecer tão fácil.