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O que perde Taipas com a negociata da Pensão Vilas?
Terça-feira, Fevereiro 5, 2013

O PSD aprovou na assembleia de freguesia a proposta do PSD de plano plurianual e orçamento.

Ainda bem que mais ninguém ficou associado aos documentos.

Porque, o que o PSD/Junta de Freguesia apresentam é mau de mais para merecer o apoio de quem tenha dois dedos de testa e um pingo de vergonha.

O texto está escrito numa linguagem imperceptível. A língua portuguesa é vítima de maus tratos, dificultando a compreensão de um rol de intenções incorrectamente definidas. É penoso percorrer página a página na esperança de encontrar um fio condutor, uma ideia do que o PSD quer para as Taipas, porque rapidamente se constata que, para lá das diatribes contra a Câmara de Guimarães, que só irredutíveis aplaudem mas que as pessoas de bom senso reprovam, nada, absolutamente nada se topa que possa ser levado à conta de uma boa ideia, de um bom projecto mobilizador, ou de uma promessa com capacidades para melhorar a vida dos taipenses.

O que continuamos a ter são ideias soltas, sem nexo entre elas, em ordem a objectivos que ultrapassam e em muito as finanças da Junta, como o projecto “gaivotas no rio” ou a improvável “residência para a terceira idade”, ou o último achado – “a casa das colectividades”.

A negociata da “pensão vilas”, resultado de uma tentativa mal explicada de competir com o PS, corre o risco de comprometer as finanças da Junta nas próximas décadas, e está a malbaratar todos os meses uma verba (3 mil euros) que muita falta faz para a Junta cumprir as suas obrigações. O acordo é tão obscuro e tão nefasto que custa a perceber como ainda não foi denunciado por ruinoso, mais a mais abundando juristas nas hostes do poder.

Uma administração sã não pode permitir esta sangria de dinheiro público.