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O que o Presidente da Câmara ouviu
Quarta-feira, Outubro 8, 2014

Uma oportunidade falhada, porque estão em curso melhorias inegáveis ao nível do arranjo dos pisos, de alguns passeios, do estacionamento e, espera-se, da sinalética, mas não se está a ir à drenagem das águas pluviais, o que, mais cedo do que tarde, se vai traduzir em mais obras e sobretudo em muitos incómodos e arrelias para peões e automobilistas confrontados com os charcos de água e com as covas.

Mas configura também um acto censurável no plano económico, porque se está perante o desperdício de recursos, humanos e financeiros, associados a obras que podendo ser perfeitas não passam de obras imperfeitas.

Chamo a atenção dos senhores e senhoras deputados para o que se está a passar na Rua Carvalho do Crato, convidando todos a uma visita às obras.

Trata-se de mais um caso de estrada feita rua e apesar de neste momento ela estar perfeitamente envolvida e abraçada pelo urbanismo, ainda não vai ser agora que se aproveita a intervenção para lhe alterar o perfil adequado ao arruamento central que de facto é.

Por razões que não vêm agora ao caso, a Rua Carvalho do Crato mais parece uma rua das urbanizações de génese ilegal do que uma via de uma urbanização que nasceu e se tem desenvolvido no respeito pelas regras do urbanismo. De um lado e do outro das suas margens, sobressaem verdadeiras aberrações, estéticas, de comodidade e de segurança.
Há lacunas, há hiatos nos passeios para peões. Há trechos de passeios que repentinamente desaparecem, e há inclusivamente um pedaço de muro que interrompe o passeio, forçando os peões a invadirem a estrada e a enfrentarem o trânsito automóvel.

Não reparar o erro gritante que salta aos olhos mais ensonados, não estabelecer com o proprietário um diálogo positivo e consequente, é também deitar dinheiro fora e sujeitar as pessoas, os peões, a jogos perigosos que põem em causa a sua integridade física.