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Oposição votou contra a prorrogação dos transurbanos de Guimarães
Terça-feira, Julho 14, 2015

A CDU defendeu preços mais competitivos e a necessidade de os TUG se adaptarem ao novo PDM. A coligação JpG defende a abertura de um novo concurso público e critica a Câmara por não se empenhar nesta área.

Torcato Ribeiro, vereador da CDU, começou por referir que os transportes públicos urbanos são um elemento fundamental para o concelho, pois deveriam promover “a coesão territorial” e “reforçar a mobilidade dos munícipes”.

Para o vereador da CDU não basta apresentar dados estatísticos com a quebra de utilizadores, é preciso “explicar esses números”, criticando o executivo por ter “andado a fugir àquilo que é evidente”, defendendo que a Câmara “tem de ter uma participação mais ativa nos transportes públicos concelhios”.

Ainda sobre a evolução de passageiros, procurou estabelecer uma relação entre o tipo de utilizadores e o preço dos bilhetes: “O maior número de utilizadores são os idosos e estes têm um passe comparticipado em 40 %. Podemos chegar à conclusão que os transportes públicos de Guimarães apresentam um preço proibitivo para a maioria dos habitantes. Um bilhete de 1,80 euros… eu nunca imaginaria que iria pagar um bilhete de autocarro, recuando ao tempo dos escudos, com três notas de cem mais três notas de vinte! Os preços têm de ser mais competitivos.”

Torcato Ribeiro manifestou-se ainda contra a eventual medida da comparticipação ao bilhete dos idosos passar a estar condicionada aos rendimentos, alertando que, com essa medida, se estaria a potenciar “o uso do transporte particular por muitas dessas pessoas”, estando em causa a tão recentemente defendida “sustentabilidade ambiental”.

O vereador da CDU defendeu a necessidade de se rever os circuitos e de os TUG chegarem a outras freguesias: “Temos de ter uma rede eficaz e que acompanhe o próprio PDM, recentemente aprovado, que aponta para o reforço das vilas.

Voto contra da coligação Juntos por Guimarães
Monteiro de Castro, vereador da coligação JpG, defende que a Câmara deveria ter criado as condições para se proceder a um novo concurso, até porque, como acrescentou, tem conhecimento de que existem fortes operadoras que estão interessadas nesta concessão: “No fundo temos um contrato, que já vai com vinte anos, e com sucessivas alterações contratuais ao longo do tempo. Para além de eventuais reclamações de outros concorrentes, também nos preocupa termos um plano geral de mobilidade, que aprovamos há poucos meses, e que não foi tido em conta. Sem dúvida, deveríamos ter um maior empenho por parte da Câmara neste setor”.

Defendeu ainda que, aplicando o referido plano de mobilidade, Guimarães poderia ter “novos itinerários e descobrir, por exemplo, que há um parque industrial em Ponte, um núcleo populacional forte, por exemplo em Campelos ou Santa Eufémia de Prazins. Identificando a demografia e o emprego teremos decisões mais racionais”

Monteiro de Castro afirmou ainda que os transportes urbanos de Guimarães, “pela forma como estão estruturados e como funcionam”, explicam “a sua baixíssima utilização”, defendendo um investimento por parte da Câmara neste setor.