O melhor e o pior do Ambiente em 2005
Segunda-feira, Janeiro 2, 2006

A Associação Nacional de Conservação da Natureza – Quercus, distingiu aquilo que de melhor e pior aconteceu em matéria em Ambiente em 2005. Alerta também para o que poderá constituir ameaça no ano que começa.

A Associação Ambientalista Quercus destacou o que de melhor e de pior aconteceu em matéria de ambiente. A associação sublinha o facto de o elenco do actual Governo ter criado fortes expectativas sobre o tratamento do ambiente. Por exemplo, refere o comunicado, o actual Primeiro-Ministro é um ex-Ministro do Ambiente e o actual Ministro da Presidência é um ex-Secretário de Estado do Ambiente.

A Quercus refere, entre os melhores factos de 2005, a transformação do Imposto Automóvel com preocupações ambientais, beneficiando os veículos com menos emissões de dióxido de carbono; a entrada em vigor do Protocolo de Quioto, para redução e controlo das emissões de gases com efeito de estufa, em 15 de Fevereiro depois de este ter sido ratificado pela Rússia.

Por outro lado, a Quercus assinala também o que pior aconteceu para o ambiente. Entre eles a persistência dos fogos florestais com o consumo de 294 mil hectares pelas chamas. Este facto foi agravado pela situação de seca extrema do país durante praticamente todo o ano. Este foi outro dos piores factos ambientais de 2005, agravado pela passividade com que enfrentou a situação.

Entre os aspectos que poderão constituir ameaça para este ano de 2006, a Quercus alerta para o continuado interesse público pelos empreendimentos turístico-imobiliários no litoral alentejano; para a repetição das cenas dos fogos florestais já que continuamos a não estar preparados para gerir a floresta e finalmente, para a ameaça de derrames de combustíveis no mar.

Paulo Dumas

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