O exemplo das cutelarias
Quarta-feira, Junho 11, 2003

Depois de alguma hesitação sobre o tema que vos havia de escrever, decidi pegar num que nos toca particularmente, a nós taipenses, as cutelarias.
Embora hajam algumas pessoas com responsabilidades a dizer que as cutelarias já não são uma indústria que se identifica com nossa vila, e até se insurgem contra o nome de Capital Europeia da Cutelaria, atribuída às Taipas. Eu felizmente insiro-me no grupo, numeroso, daqueles que pensam que esta indústria é o verdadeiro “ex-libris” das Taipas.
Vem a propósito deste tema, as noticias e factos recentes que nos relatam a parceria estabelecida por algumas empresas da região ligadas a este sector que são um exemplo a seguir, penso eu.
Inserido no projecto patrocinado pela Associação Industrial do Minho, cerca de uma dezena de empresas aderiram a iniciativa intitulada, Minho Rumo à Excelência, que tem como objectivo primordial aumentar a competitividade das empresas e criação de projectos comuns.
Sabendo que hoje a concorrência existente entre as empresas é um facto só a sabedoria e inteligência que os empresários demonstraram é que explica esta união, que é um exemplo para os mais variados sectores da industria e do comércio. Pegando na velha máxima, com a união se faz a força, estou certo que alguns dos problemas que esta industria tem, serão superados com a rapidez e eficácia.
Uma dessas dificuldades que aflige o sector e de certo modo é consensual é sem duvida a gestão dos resíduos, nenhuma empresa tem o problema da selecção de resíduos solucionada, com esta parceria e trabalhando em conjunto com as instituições de direito há a esperança de se avançar rapidamente para soluções concretas e viáveis.
Por isso um bem haja para estes empreendedores que se despiram de preconceitos e até de vaidades, e que a forma de lidar com a tão propalada crise passará com certeza pela fomentação e implementação de projectos deste tipo. Bom seria que pegando neste exemplo, outros mais se decidissem a investir neste tipo de parcerias, pois é minha convicção que só partilhando o mercado é que poderemos combater os produtos que nos entram todos os dias em nossas casas, oriundos de países nossos vizinhos e não só.
Uma palavra de apreço para a Associação Industrial do Minho, promotora desta iniciativa, dizendo-lhe que é com este espírito empreendedor e de iniciativa que as associações devem estar na sociedade, dando aquele empurrão que muitas vezes é necessário para se constituir o diálogo e a procura da resolução dos problemas.
Sem mais despeço-me até ao próximo número.

E viva as Taipas!