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O Protagonista
Sábado, Julho 9, 2005

Estou a escrever-vos na véspera do fim-de-semana das festas em honra do nosso padroeiro, S. Pedro e no rescaldo de uma Assembleia de Freguesia “quentinha”.

Sobre as festas de S. Pedro quero elogiar, a forma como elas estão a decorrer, quer pela diversificação do programa, com iniciativas para todos os gostos: ranchos folclóricos, cavaquinhos, bandas de música, feira do livro, artesanato, mostra de trabalhos escolares, feira da francesinha, Rock in Taipas, quer pela afluência de público às mesmas. Enfim, um conjunto de eventos que mostram a vivacidade das mesmas, que ocupou um mês, dando a sensação que afinal as Taipas é “recuperável” do seu marasmo.

Na Assembleia de Freguesia do passado dia 30, fiquei confuso, uns afirmavam que a ideia das festas nestes moldes também foi deles. O Sr. Presidente da Junta afirmou que as festas estavam a decorrer muito bem, o povo gostava deste tipo de iniciativas e estava a aderir em grande número. Existia contudo um senão, o Sr. Tesoureiro da Junta, o Arquitecto Constantino Veiga, estava a assumir um protagonismo que do ponto de vista dele era negativo. Disse o Sr. Presidente da Junta que o Sr. Tesoureiro aparece a todas as iniciativas e agradece às pessoas por terem comparecido, faz uma espécie de comício, só está interessado em retirar dividendos políticos já que as eleições estão próximas e ele vai encabeçar a lista do PSD. Imaginem que até o acusou de não o convidar para um jantar da concentração dos Citroen 2cv.

Com todo o respeito, terei que dizer o seguinte: em primeiro lugar se a organização é da Junta de Freguesia não faz qualquer sentido que o Tesoureiro convide o Presidente para o jantar, ele tem que lá estar!

Depois acusá-lo de protagonismo na minha opinião isso tem outro nome, trabalho, acção, assumir as responsabilidades, porque não é fácil organizar e assumir umas festas com a dimensão e a qualidade destas.

Bem haja!

Por isso Sr. Constantino Veiga, embora o acusem de “paraquedista” e de não ter bebido “água do leão”, o Sr. é um verdadeiro taipense porque pretende que esta terra evolua e saia deste adormecimento contagiante que nos persegue há alguns anos.

Sem mais até ao próximo número.
E viva as Taipas!

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