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O Povo Soberano votou ! !
Quinta-feira, Novembro 14, 2013

Das Eleições Autárquicas do passado dia 29 de setembro, não resultou nada de muito diferente daquilo que era esperado.
Fruto do falhanço das políticas seguidas nos últimos dois anos e meio, a nível nacional, o destaque vai para a pesada derrota do PSD. Esperava-se, portanto, que o PS, como partido alternativo, pudesse capitalizar a seu favor todo o descontentamento latente.

Contudo, a despeito de ter ganho claramente as eleições, o PS não conseguiu descolar, de forma convincente, do PSD.
No concelho de Guimarães, nada de novo. O PS ganha, mesmo tendo perdido votos em relação ao mandato anterior o que, não sendo, para já, grave e não tendo tido as consequências dos nossos vizinhos de Braga, merece uma reflexão atenta dos atuais e anteriores responsáveis.

Sim, porque o Povo sente e sabe dar resposta, na altura própria, àqueles que, passada a fase de campanha eleitoral em que dedicam genuína vontade de proximidade à comunidade, regressam, no dia seguinte, ao tradicional desprezo pelo concelho profundo.

Na nossa região, e como previa em crónica anterior, não houve grandes surpresas, com exceção (para mim) de Prazins Sto. Tirso e Corvite. Na zona da comissão social Castreja, mesmo com toda a incerteza provocada pela reconfiguração das freguesias, o PS obteve a confiança da maioria da população.
Nas Taipas, a coligação ganhando, perdeu. Porventura ainda não percebeu porque perdeu. A sobranceria de quem apostava numa vitória com 60% dos votos, não os deixa perceber.

No momento em que escrevo ainda não há executivo eleito. Constantino Veiga conhece as regras do jogo democrático, mas não concorda com elas. Ainda assim, continua a ir a jogo.
O povo merece o melhor, o que começa por se traduzir na atitude responsável dos seus representantes, não considerando as eleições como um dia apenas, mas todo o trabalho, no dia a dia, de perceção e resolução dos problemas concretos das pessoas.

Chegado o fim das minhas funções como presidente de junta, penso ser hora de dar a vez e a voz aos mais novos, agradecendo ao jornal “Reflexo” pelo espaço que me concedeu e aos estimados leitores pela amabilidade e paciência que demonstraram comigo.

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