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O Pai Natal chegou de pára-quedas
Sexta-feira, Dezembro 16, 2005

Cerca de 200 crianças do 1º ciclo e pré-escolar, das freguesias de Longos, S. Lourenço de Sande e Balazar, dificilmente esquecerão Natal de 2005.

Numa iniciativa que, pensamos ser inédita, o Pai Natal chegou do céu sem as renas que foram substituídas por pára-quedas. Foram dois e provocaram o delírio total em todas as crianças presentes que se fartaram de gritar pelo seu nome ainda quando ainda, no céu, só se vislumbrava a cor do pára-quedas. Tudo isto aconteceu a 16 de Dezembro, em Longos, eram 10 horas e 9 minutos. Depois das fotografias da praxe, os dois Pais Natal, entregaram a respectiva prenda a cada uma das crianças presentes, que tinham no rosto a alegria de quem, tão cedo, não esquecerá este dia.

Particularmente satisfeita estava também a professora Orlanda Pinto. Como nos confidenciou e sem querer assumir protagonismo relativamente à iniciativa, tudo começou quando após a realização de uma reunião de docentes (preparatória do Natal) esta mesma ideia foi parcialmente colocada de parte pelos encargos que potencialmente acarretaria. “O que é certo é que isso não me saiu da cabeça, transformou-se num sonho pessoal. Nesse sentido, iniciei alguns contactos, no caso concreto, com o Aero Clube de Braga e posteriormente com a Associação de Paraquedistas do Minho. Tentei sensibilizá-los para as dificuldades existentes nas freguesias envolvidas e fundamentalmente para o significado que poderia ter uma iniciativa destas para as nossas crianças. Pediram-me alguns dias de espera e finalmente responderam afirmativamente. Nem imaginam o que senti. Sinto-me felicíssima, realizada e a mulher mais feliz do mundo, por esta manhã inesquecível que proporcionamos a estas crianças. Aliás, para quem, como eu, conhece estas crianças, bastou ver-lhes o brilho dos olhos para facilmente sabermos que estavam a desfrutar de um dia que dificilmente esquecerão. Nunca vão esquecer o Pai Natal que chegou do céu”.

Orlanda Pinto, professora em Longos há 30 anos, referiu mesmo, ser este, o dia mais feliz da sua vida. Nota de destaque para a Associação de Paraquedistas do Minho que disponibilizou dois homens para efectuar os saltos a título totalmente gratuito.

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