“O PSD foi buscar o nosso candidato nas Taipas” – António Magalhães
Quarta-feira, Novembro 2, 2005

Na noite das eleições António Magalhães ao comentar os resultados eleitorais acabou por dizer que “O PSD foi buscar o nosso candidato nas Taipas”. Esta declaração passaria completamente despercebida e não teria qualquer relevância se a questão à volta da candidatura de Constantino Veiga não tivesse merecido especial atenção durante a campanha eleitoral. O eventual convite endereçado pelo PS a Constantino Veiga para liderar a lista socialista levou mesmo a um desmentido de Remísio Castro através de um manifesto distribuído à população. O Reflexo ouviu os principais interessados ou eventualmente visados neste caso.

Remísio Castro
Não tenho que interpretar as declarações de António Magalhães. Aquilo que posso dizer e confirmar foi o que escrevi e saiu durante a campanha eleitoral. Não retiro uma vírgula ao que lá está escrito.
Não me sinto minimamente atingido, quem se pode sentir atingido é o PSD que deveria ter vindo a terreiro dizer que o que António Magalhães afirmou não seria verdade. Só que não o fez, porque punha em causa o seu próprio candidato.
Volto a afirmar, o candidato do PSD não foi convidado pelo partido Socialista para encabeçar a lista do PS.
As declarações do doutor António Magalhães foram feitas num ambiente de festa eleitoral e possivelmente não queria dizer o que disse.

José Luís Oliveira
Não faço qualquer tipo de comentário, porque não me sinto em nada afectado por essas afirmações. Por outro lado, não vejo qual o interesse para os taipenses e para a freguesia comentar essas declarações. Quem teria que responder seria o PSD, pois foi visado nessas afirmações e até agora ainda não sei de qualquer reacção. Sobre este assunto não tenho mais nada a acrescentar, para além do que disse no debate do Reflexo e que, mais tarde, durante a campanha, foi confirmado com o manifesto “repor a verdade”, lançado pelo engenheiro Remísio.

Constantino Veiga
Acredito que tenha sido um comentário de euforia. Não tolero é que o próprio engenheiro Remísio venha dizer que eu não fui convidado por eles, quando é o próprio doutor António Magalhães, no seu discurso de vitória, que acaba por desmenti-lo.
O PSD não roubou o candidato ao PS, o candidato do PSD é que não quis ir pelo PS, esta é que é a realidade. Na altura em que fui convidado, não disse que sim, nem que não. Através do andamento da Junta, acabei por me incompatibilizar com o engenheiro Remísio. Ele dedicava-se cada vez mais ao seu trabalho no Avepark, o que era necessário para os taipenses, servir de intermediário entre a Junta e a Câmara, ele nada fazia. Aquilo que foi conseguido este ano nas Taipas foram obras de partido, aliás até com a minha colaboração, caso do CART.

António Magalhães
Já disse tudo. Nas horas, não sou muito eufórico nem muito depressivo, mas já disse tudo. Há uma coisa que gostaria que tivessem em conta. As minudências e alguns aspectos de carácter mais específico não deveriam preocupar muito as pessoas, as questões de fundo é que são relevantes. Se alguma dúvida houvesse sobre esta matéria, as últimas eleições provaram isto até à exaustão. As pessoas não estão preocupadas com a crítica fácil, com pormenores. O que eu disse é o que queria dizer e ponto final. A vossa interpretação é que, se calhar, foi longe de mais e isso não é um problema meu. Não admito que alguém ponha na minha cabeça o que eu penso, eu é que sei, não são os senhores. A interpretação é feita por vocês, com toda a legitimidade, mas o que eu penso só eu é que sei.
Não ponho em causa ninguém. Quem me conhece sabe que se eu não tiver nenhum tipo de apreço e estima por uma pessoa, essa pessoa não trabalha comigo, é fatal como o destino, seja quem for. Se me põem a liderar, eu lidero e tenho de ter confiança nas pessoas para trabalharem comigo.

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