O Governo e o Desporto
Quinta-feira, Março 2, 2006

A Secretaria de Estado da Juventude e Desporto promoveu durante os últimos meses uma série de debates, inserido num Congresso Nacional do Desporto, com o propósito de debater o tema na sua generalidade e “introduzir em Portugal um modelo de desenvolvimento desportivo aberto e sustentável, que aposte numa gestão participada e na qual a iniciativa das autarquias, do movimento associativo e das entidades públicas e privadas seja o motor da mudança, tendo em consideração a especificidade das diferentes regiões do país e as exigências actuais de competição num mundo definitivamente globalizado”.

Enfim, estas são, pelo menos, as ideias bases que sustentaram a realização de vários encontros pelo país. Um sem número de personalidades, devidamente credenciadas, efectuaram a respectiva exposição sobre os temas requeridos. O representante do Governo concluiu que este congresso “permitiu que fossem ouvidos os Autarcas, os professores de educação física e de desporto, os dirigentes e os académicos, as estruturas e as bases, os técnicos e os responsáveis locais pelos diferentes clubes e entidades do associativismo desportivo. Permitiu que fossem ouvidos os conselhos e o saber daqueles que se dedicam à causa desportiva há longos anos, mas contou também com a irreverência e o dinamismo dos que agora começam”. Mas, a repercussão deste Congresso, sinceramente, foi nula.
Li algures, numa crónica assinada por colega jornalista, que este congresso não passou de um “congressozinho”. E porquê? Pela forma demasiado “simplista” como foram tratados os assuntos que vieram a discussão. O Governo, ainda assim, compromete-se a actuar em conjunto, daqui para a frente, “com as Autarquias e com o movimento associativo, os clubes, as associações e as federações”. Mas, afinal de contas, não devia ser sempre assim! E, porque será que as vozes dos verdadeiros desportistas, ou os que
vivem mesmo do Desporto nem se fizeram ouvir.

Só o tempo confirmará se tal Congresso foi uma perda de tempo… ou talvez não.