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O Fim
Sexta-feira, Novembro 4, 2011

É quase inevitável que vos escreva hoje sobre a triste, bruta e inevitável queda final de Khadafi.

O ex – todo poderoso presidente Líbio foi morto brutal e arbitrariamente no passado dia 20 de Outubro pelos rebeldes do Conselho Nacional de Transição em Sirtre, sua terra natal, e último bastião da resistência.

Se me atormenta a alma o final bárbaro que teve Khadafi, não posso deixar de estar contente pelo final do seu reino de terror e opressão.

Khadafi foi um líder também ele bárbaro e arbitrário. Perseguiu e matou opositores, enriqueceu loucamente à custa das reservas de petróleo e gás natural do país, empobreceu e deseducou uma nação, e por aí fora.

O “ General” foi ainda durante anos uma ameaça real à estabilidade do sistema internacional, fomentando o terrorismo e ameaçando a estabilidade nuclear com o seu programa de desenvolvimento de armas de destruição massiva. O atentado a uma discoteca em Berlim em 1986, que levou a bombardeamentos por parte dos Estados Unidos da América e o atentado de Lockerbie em 1988 são os expoentes máximos da vertente internacional da loucura de Khadafi.

Morto às mãos do povo, embora ajudado pelos aviões da Nato ( North Atlantic Treaty Organization – Organização do Tratado do Atlântico Norte) , Khadafi servirá de exemplo, como disse o presidente Obama, para todos os líderes que oprimam os seus povos.
A Nato e a ONU (Organização das Nações Unidas) abriram com esta intervenção um precedente interessante. Irão estas organizações intervir sempre que um ditador vil e cruel como Khadafi ameaçar o seu povo? Ou terá sido esta intervenção despoletada não só pela revolta do povo e da primavera árabe mas também pela sede ocidental pelo petróleo e gás natural líbios?

Só o futuro poderá responder a estas questões, mas fica aberto um bom precedente, restando agora à comunidade internacional o cumprimento do direito internacional.