O Branqueamento
Domingo, Junho 12, 2005

Nas duas últimas semanas fomos “bombardeados” com uma palavra que passou a ser a mais ouvida e pronunciada: o défice.
Sendo surpresa para alguns, na realidade quase todos os responsáveis políticos sabiam que a realidade económica e financeira do país era catastrófica.
Mas existem alguns factos que temos de relatar e que não podem ficar sem serem comentados.
O anterior governo direccionou toda a sua política em volta da redução do défice. Na altura, o Partido Socialista, então na oposição, dizia que era uma psicose do P.S.D., que o governo tentava branquear a subida dos impostos, dos combustíveis, o congelamento dos salários, dando a desculpa do défice.
Mas, meus caros leitores, o facto é o seguinte, ou o governador do Banco de Portugal, destacado militante Socialista, Dr. Victor Constâncio, mentiu ao anterior governo, passando informações e dados errados, sendo assim deveria pura e simplesmente ser demitido ou então (e parece-me o mais provável) está a assumir o papel de “testa de ferro do governo”, e numa atitude política absolutamente concertada com o governo, está a arranjar desculpas e explicações para justificar aquilo que realmente terá que ser feito.
Dizer que os impostos terão que ser aumentados era uma medida que o P.S. há apenas três meses dizia que era impossível de acontecer, os salários não serem aumentados nem pensar, os combustíveis tinham que baixar, as regalias dos funcionários públicos não iriam perder-se, o emprego iria subir, até se prometeu 150.000 novos empregos e, enfim, uma série de “sonhos”, que tentaram “vender” aos Portugueses, e que passados três meses foi tudo por água abaixo e os Portugueses ao acordarem e apercebendo-se de que o “sonho” que lhes tentaram incutir é mais um pesadelo, e com toda a razão se sentem enganados.
Sem querer fazer papel de quem já estava a adivinhar, na altura das eleições escrevi que o caminho que os governos do P.S.D. estavam a tomar, embora também com alguns erros, eram os mais correctos, mas essencialmente os mais honestos.
Sem mais, despeço-me até ao próximo número.

E viva as Taipas!