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O Benefício da Dúvida
Segunda-feira, Julho 4, 2011

As Eleições Legislativas do passado dia 5 de Junho de 2011, ditaram um resultado inequívoco, favorável à Direita Parlamentar, na sequência das quais Pedro Passos Coelho foi indigitado como Primeiro Ministro tendo, entretanto, constituído governo.

Muito comentário político se tem ouvido sobre o assunto: terá esta ou aquela escolha sido a melhor? O perfil marcadamente técnico deste ou daquele ministro funcionará a favor ou a desfavor da escolha? Requerer-se-ia maior peso político para os titulares de algumas pastas?

Tudo se poderá discutir ou comentar. O certo é que, em democracia, o povo é soberano e, da sua decisão, resultou esta opção legítima.

Entretanto, o que está em causa não é, naturalmente, um problema de cadeiras ou de nomes. Aquilo que neste momento importa, de facto, é conhecermos as opções políticas e as medidas que serão adotadas para que Portugal possa sair da crise profunda em que se encontra.

Mas, como não há memória de que, alguma vez, um ministro tenha, sozinho, resolvido fosse o que fosse, será por isto que, depois de anunciadas as políticas e as medidas, veremos como as comunidades e a sociedade em geral encaram a situação de perda que as medidas de austeridade constituem e a forma como se mobilizam para vencer. Aqui estará o verdadeiro fulcro para alavancar o nosso futuro como povo e como país.
Por maior competência técnica que um homem, ou uma mulher, tenham na sua área de intervenção, se lhe faltar a capacidade mobilizadora daqueles que, dia a dia, nos seus postos de empreendedorismo, de decisão e de trabalho, constroem o futuro, pouco haverá a esperar.

O benefício da dúvida será, por certo, concedido e, perante tantas dificuldades, estou certo de que nos mobilizaremos como povo, sem deixar de nos mantermos atentos, críticos e interventivos.