Novas realidades
Terça-feira, Fevereiro 11, 2003

Venho neste número pôr em comum com os prezados leitores a minha opinião sobre dois temas que sinceramente espero que sejam uma realidade o mais brevemente possível.
A construção e instalação do Parque de Ciência e Tecnologia no complexo industrial da Gandra e a criação de uma área metro-politana, que será constituída pelos vários concelhos do Minho.
Quanto ao Parque de Ciência e Tecnologia, alguma coisa se tem dito, mas nunca é demais insistir na importância que ele terá para o futuro desta região.
Iniciada a sua construção há quase uma década, o projecto do Parque sofreu desde então vários condicionalismos, desde o projecto não avançar, até recuar. Parece que agora existe vontade da parte do governo e da autarquia para que se avance em definitivo, para que o Parque de Ciência e Tecnologia seja uma realidade.
O impacto que esta obra terá na vida social e económica da comunidade taipense deve merecer da nossa parte uma profunda reflexão.
Este Parque permitirá o estreitamento das relações e o estabelecimento de parcerias entre a Universidade do Minho(U.M.) e a comunidade envolvente, uma vez que os quadros técnicos formados na escola de engenharia e não só estão subaproveitados, não tem havido um justo e necessário aproveitamento desses recursos humanos e técnicos.
Neste sentido, o protocolo do Silicon Valley assinado no dia 23 de Janeiro entre a U.M., a Associação Industrial do Minho e as quatro maiores Câmaras do distrito de Braga (Guimarães, Braga, Barcelos, Vila Nova de Famalicão), é um sinal claro da união de vontades e de esforços para projectar esta região para um lugar de destaque no todo peninsular e não só, é de salientar que este processo foi liderado pela U.M., é a Universidade ao encontro da região.
Este projecto, Silicon Valley, pode ser interpretado também como o embrião de uma futura área metropolitana que poderá incluir não só a meu ver os concelhos do distrito de Braga, mas também de Viana do Castelo.
Sem a perda de identidade, a união desta região, a mais jovem da Europa, mas que não tem tirado partido deste facto, os investimentos efectuados também têm sido insuficientes para esbater os desequilíbrios entre os diferentes concelhos, tal como o afastamento em termos de desenvolvimento comparativamente com o Porto, têm-se acentuado.
Portanto todos teremos a ganhar se o “lobby” da união de vontades, fôr uma realidade num futuro muito próximo.
Sem mais, despeço-me até ao próximo número.
E viva as Taipas!