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Não há futuro sem EDUCAÇÃO…
Quarta-feira, Outubro 8, 2014

Olheiras e papos sob os olhos não faltam a muitos professores, sinónimo de noites mal dormidas… Incerteza e angústia fazem parte do vocabulário de muitos sem emprego… de muitos que fizeram parte do corpo docente (durante mais de vinte anos) e agora se veem a braços com uma realidade absurda. E já não falo dos jovens, mão de obra qualificada, para quem a única saída é a emigração, aliás tão proverbialmente verbalizada pelo nosso primeiro ministro.

O corpo docente está envelhecido, reportou um jornal da nossa praça. É uma realidade. E, felizmente, esses cinquentões foram educados numa época em que não existia fartura, pelo que muitos teimam em “vestir a camisola”, em trabalhar para a medalha de cortiça… Raça em vias de extinção… Hoje, apenas se cumpre rigorosamente o horário e não há vontade nem brio para extras. Não quero generalizar, pois conheço muita gente válida, uns na carreira e outros que nem lhe chegam a ter acesso, porque os lugares fecham… Um contrassenso dos muitos que vivemos diariamente, porque há escolas onde ainda faltam muitos professores.

Ao MEC interessa que o corpo docente não seja estável para que, não existindo uma cultura de escola nem uma filosofia de intercâmbio com a comunidade, seja mais fácil a colocação dos “verdadeiros” diretores que apenas farão a gestão, mecanicamente, olhando a números, preço e qualidade. Já agora, substituam os professores por robôs! Acabem com o lado humano da educação! Ponham as crianças numa linha de montagem e enfiem-lhes chips!

Dizer NÃO em algumas situações pode ser a diferença entre a sanidade mental e a caixa dos antidepressivos com visitas programadas no tempo ao psiquiatra ou psicólogo. Não é por acaso que os professores começam a sentir um cansaço difícil de superar. Só o contacto permanente com a juventude lhes permite “não sossobrar” e continuar, teimosamente, a remar contra a maré. Mas é difícil permanecer jovial, quando um esgotamento vem de dentro e um cansaço se instala, face aos desmandos governamentais e às atitudes destruidoras da escola pública, que se sente e vive no quotidiano, tornando-o ainda mais cinzento e macambúzio. O outono só começou hoje, mas a chuva não nos largou um momento neste verão controverso que ecoou o sentir da classe docente.

Enfim, importa é não descarrilar de vez, desabafar, sair para arejar as ideias, ler um livro ou ver uma exposição, escrever uns textos, distrair o espírito e esperar por um dia de sol aberto, risonho e bem-disposto (continuo a apostar na juventude!) que nos leve o ego para as nuvens e nos eleve a autoestima.

Atualmente, a paz de espírito é uma utopia, pois sabemos que, com a Troika e as nossas cúpulas ministeriais, os funcionários públicos é que vão pagar a fatura! E já se ouvem novas vozes agourentas e se veem mais cortes (salariais e não só) no horizonte.

O futuro da educação é uma incógnita. A Ciência e a Tecnologia, breves paixões do MEC, continuam a levantar hipóteses, a descobrir soluções e a forçar a humanidade a avançar à medida que vão evoluindo. Porém, avançamos a passo acelerado para um retrocesso (na Educação) quase total, após um interregno mais luminoso de cerca de trinta anos…

Temos de bater o pé e reviver ABRIL, se quisermos ter FUTURO, porque este passa obrigatoriamente pela educação.

Repito, acredito no Homem (sem distinção de género) português… desde que não seja político!

Não há tolerância para a incompetência
Quarta-feira, Junho 6, 2007

O grau de incompetência das pessoas mede-se por actos inqualificáveis perante as responsabilidades que cada um assume, mas revela-se incapaz de cumprir. Enfim, é uma espécie de treinador que não apresenta resultados e leva com uma nota de demissão.

O nosso futebolzinho – designado por Liga Bwin – por exemplo, tem sido pródigo nesta matéria. Dezasseis treinadores despedidos numa só época, ainda no mês de Março – quando já não se vislumbram mudanças nas equipas – assistimos às demissões de Carlos Brito (Nacional) e Mariano Barreto (Naval 1.º de Maio). Resta saber quem está a mais: os treinadores ou quem toma as decisões de os despedir? A única certeza, a confirmar por factos, é que os clubes que apostam nesta “dança” sistemática de treinadores, dificilmente colhem resultados.

Por experiência pessoal, costumo fazer uso na minha vida de uma velha máxima que passa por aprender com os outros, seguindo os bons exemplos e evitando cometer as asneiras de outros. Há melhor exemplo, no futebol, a nível mundial, sobre o sucesso do Manchester United? E Sir Alex Ferguson já vai com mais de duas décadas à frente do clube inglês! Enfim, é só uma dica…

Por falar em incompetência – há incompetentes por todo o lado – o que terá passado pela cabeça de Mário Coutinho e Ramiro Silva, dupla de árbitros de andebol na Liga principal de Portugal? Então, decidem terminar com um jogo de andebol – a contar para a Taça de Portugal – quando ainda faltava disputar a segunda parte do prolongamento, mesmo quando foram alertados para a situação pelos responsáveis dos clubes intervenientes.

Afinal de contas, não há regulamentos da competição que sejam explícitos nessa matéria (até não me estranhava que não houvesse, tal a desordem que impera no reino do andebol português) para, sequer, suscitar a dúvida nesta questão.

O episódio insólito aconteceu num jogo entre as equipas do ISMAI e Sporting, a contar para a Taça de Portugal. Verificado o empate após o tempo regulamentar cumpriu-se um prolongamento de dez minutos (cinco mais cinco).

A dupla de arbitragem terá dito que o segundo prolongamento – é normal no andebol – seria de apenas cinco minutos, ainda que os dirigentes de ambas as equipas tenham colocado reservas quanto à decisão, julgando que a regra indicava outros dez minutos (cinco mais cinco).

Só depois do jogo, a Federação veio dizer que o jogo não estava concluído, obrigando a um reencontro entre os dois clubes em causa para disputar os cinco minutos que faltam! Pura incompetência… já chega!