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Não, à arruaça! Não, aos relatos deturpados!
Segunda-feira, Março 14, 2016

Na minha vida de protagonista político local, deparei, por vezes, com relatos das sessões em que tinha participado que me deixavam perplexo.

O que me atribuía o jornalista destacado para cobrir a sessão, e o que atribuía a outras de outras bancadas que não a minha, fazia-me pensar que tínhamos estado em sessões diferentes.

Os anos, a experiencia vivida, permitem-me afirmar sem receio de desmentido que alguns jornalistas confundem a sua opinião, que é sempre uma opinião pessoal baseada na sua filiação ou simpatia partidária, com o que de facto aconteceu. Ou seja, alguns jornalistas destacados para cobrirem reuniões de órgãos autárquicos criam ficções e até inventam intenções que só aconteceram nas suas cabeças, escrevendo relatos falsos que servem os objectivos do partido da sua simpatia.

Este comportamento é, do meu ponto de vista, censurável, indesculpável.

Não está em causa, obviamente, o legítimo direito de alguém em afirmar a sua opinião pessoal. Para isso existem os artigos de opinião. Em causa está em emitir opinião sob a capa de relato de acontecimentos, martelando-os.

Há muito quer o PS/Taipas quer que a CDU partilhe a sua estratégia em relação à Junta de Freguesia. O PS engoliu mal o facto de a CDU ter permitido, pelo seu voto, que a Junta fosse instalada e funcione, alimentando desde o início a esperança de arrastar a CDU para inviabilizar a instalação dos órgãos autárquicos com respeito por quem os taipenses escolheram para presidir.

Esta postura do PS, uma postura nada democrática e ao arrepio da legislação em vigor, emerge em cada sessão da assembleia de freguesia, com manobras baixas, muito ruído de fundo, bocas e apartes constantes e perturbadores das sessões, manobras e procedimentos que obviamente não contam e não contarão com a concordância da CDU, por mais que o PS se esforce nas provocações a arruaças.

Ora, sendo estes factos evidentes, lamentamos que não sejam devidamente denunciados para que quem não esteve presente tenha conhecimento deles e possa ajuizar democraticamente sobre o comportamento dos seus protagonistas.

Não o referir, não o relevar e atribuir às vítimas, no caso a CDU mas não só, o ónus de um comportamento impróprio e perturbador do normal funcionamento da assembleia de freguesia é ser cúmplice, pelo silêncio, com quem merece ser julgado e penalizado. Em linguagem futebolística, de que não gosto muito mas serve para me fazer entender, é beneficiar o infractor.

A CDU não se deixará arrastar por ninguém. Pautará o seu posicionamento pelo valor das propostas, sem olhar a quem as apresenta, mas pelo seu valor e significado para as Taipas. Foi assim no passado, é assim no presente, será assim no futuro. Por mais que isso não agrade ao PS ou ao PSD.

Eleito da CDU na Assembleia de Freguesia de Caldelas