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Na Secundária da vila
Sexta-feira, Março 24, 2006

A turma F do 11º Ano da Escola Secundária de Caldas das Taipas promoveu, esta sexta-feira última, uma passagem de modelos com características inéditas.

Contrariamente ao que é tradicional neste tipo de eventos, os manequins desfilaram com roupas compostas unicamente por materiais recicláveis.

Numa sociedade de consumo, estes jovens alunos pretenderam, com esta iniciativa, alertar para a necessidade da separação dos lixos e para a respectiva reciclagem. Em palco desfilaram cerca de quarenta modelos, com roupas elaboradas pelos próprios.

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Na Secundária das Taipas Castanhas e chá com livros
Quarta-feira, Novembro 30, 2005

A castanha, como uma dádiva dos deuses, foi o tema central do encontro entre o escritor Jorge Lage e uma plateia composta por alunos e professores da Secundária da vila de Caldas das Taipas.

O escritor Jorge Lage esteve presente, no dia de S. Martinho, na Secundária das Taipas, para apresentar o seu livro “Castanea, uma dádiva dos deuses”. Perante uma vasta plateia, foi discorrendo sobre o mundo da castanha, as suas propriedades e as suas diferentes aplicações.
Jorge Lage começou por defender que é, realmente, em Trás-os-Montes que se produz a melhor castanha. Infelizmente para os produtores e consumidores, de acordo com as suas palavras, “o seu comércio está dominado pelos intermediários.”
Quanto às suas aplicações, o escritor, nascido em Mirandela, foi seduzindo os presentes para a sua utilização em diferentes prepa-rações culinárias. “Devem experimentar num bolo, num licor, num prato principal; as castanhas não são só as assadas e cozidas”. Quanto a este último aspecto, Jorge Lage não deixou de acrescentar que o ideal é as pessoas limitarem-se a comer “não mais do que uma mão cheia”.
Miguel Torga chamou à castanha o “fruto dos frutos”, Jorge Lage acrescentou que a castanha já deu de comer a muita gente durante séculos. A conversa foi derivando para a própria árvore que, como Miguel Torga escreveu, tem a “idade do mundo”, que os gauleses a têm como um símbolo de perseverança e, na sequência, Jorge Lage foi citando um ditado transmontano que diz que “o castanheiro demora 300 anos a crescer, 300 anos a ser e 300 anos a morrer”.
O escritor respondeu ainda a algumas questões colocadas pela assembleia, foi dizendo que o dia de S. Martinho é uma continuação de uma tradição celta e que existe desde os anos 90, castanha congelada de boa qualidade nos supermercados. Finalizou deixando uma sugestão de uma sobremesa “muito fácil de fazer e para toda a família”, um bolo de castanhas: 500 g de castanhas cozidas e passadas, 250 g de açúcar e 6 ovos.
Fátima Garrido, um dos elementos da organização, agradeceu a presença do escritor e referiu que este “Chá com Livros” dedicado à castanha se enquadra num projecto chamado “Oficina de Eventos” e que terá continuidade ao logo do ano lectivo.

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