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Movimento de artistas ameaça FCG com organização alternativa
Quarta-feira, Março 16, 2011

A notícia rapidamente se disseminou nas redes sociais e nos órgãos de comunicação online. O denominado movimento “A Capital É Nossa” insurge-se contra a forma como está a ser dirigida a Capital Europeia da Cultura.

O fenómeno espalhou-se devido à acutilância do propósito deste movimento de artistas vimaranenses e também forma como a mensagem foi sendo espalhada.

Muros e perdes da cidade de Guimarães surgiram misteriosamente com um stencil-graffiti que tinha inscrita a mensagem “A Capital é Nossa”, juntamente com a figura da presidente da Fundação Cidade de Guimarães – Cristina Azevedo.

Os responsáveis deste movimento explicam na página do Facebook que este surge por sentirem que estão “a ser excluídos” da organização da Capital Europeia da Cultura a escassos meses do seu arranque. Afirmam no entanto que “não são contra coisa nenhuma”.

O mesmo texto defende que a organização da Capital Europeia da Cultura não deve ser feita “sem a participação de quem conhece o espaço, a etnografia, as diferentes valências culturais, o pulsar de um povo outrora conquistador”.

O movimento que tem sido reivindicado por um grupo de artistas vimaranenses ameaça avançar com uma programação paralela àquela que será apresentada pela Capital Europeia da Cultura. No centro das críticas está a presidente da Fundação Cidade de Guimarães, Cristina Azevedo, concretamente o seu polémico vencimento que ascende a 10 mil euros mensais.

Em declarações ao Jornal de Notícias, publicadas na edição de 16 de Março, Cristina Azevedo reafirma a “vontade genuína” de trabalhar com todos os vimaranenses e que não existem associações excluídas da programação da CEC 2012. “O dinheiro não chega para todos, embora tenhamos uma disponibilidade total para discutir essa situação”, disse ainda Cristina Azevedo ao JN.