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Morte por afogamento de Francisco Touçada, do Reino da Galiza, no rio Febras (1802)
Quinta-feira, Outubro 6, 2016

Ao desenvolvermos a nossa pesquisa no Arquivo Municipal Alfredo Pimenta (Guimarães), nos últimos vinte anos, com vista ao estudo da História de Arte vimaranense nos séculos XVI a XVIII, compulsámos documentação que julgamos de interesse para a história das Caldas das Taipas.

Aproveita-se esta ocasião para trazer à luz um manuscrito paroquial inédito, no qual encontrámos como principal interveniente, um galego que residia nas Caldas das Taipas, desde 1800.

Consultando os livros de óbito relativos à freguesia de São Tomé de Caldelas, deparamo-nos com a morte por afogamento de Francisco Touçada, natural do Reino da Galiza, assistente na casa de Manuel Marques, do lugar da Lameira. Seguindo o registo de óbito redigido pelo vigário Custódio José Fernandes Borges, temos conhecimento de que Francisco Touçada aparecera afogado no rio Febras, em São Cláudio de Barco, a 16 de junho de 1802. No dia seguinte, foi sepultado no adro da igreja de São Tomé de Caldelas.

O documento refere ainda que “hera pobre mendigo que nada tinha de seo”. Apesar de ser pobre, sabemos que teve três ofícios de cinco padres. Possivelmente, terá sido Manuel Marques que encomendara estes três ofícios. Devido à morte repentina e inesperada deste galego, este falecera sem o sacramento da confissão e da extrema-unção.

Este galego “asistente nesta freguesia de São Thome de Caldellas há dois anos na caza de Manuel Marques”, que morreu por afogamento há 214 anos no rio Febra, é até ao momento, o mais antigo caso documentado de um afogamento neste afluente do rio Ave.

Historiador