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Monografia de Caldas das Taipas
Terça-feira, Junho 20, 2006

No dia em que se comemorou o 66º aniversário de elevação de Caldas das Taipas a vila, foi lançado o primeiro volume sobre a história desta terra.

Da responsabilidade de Armindo Cachada, este primeiro volume abarca os primórdios de Caldelas até aos finais do sec. XIX. O primeiro livro foi oferecido ao Pe. João Felgueiras, missionário em Timor, a quem foi dedicada esta edição.

O livro, agora apresentado, está dividido em duas partes distintas. Uma primeira parte mais histórica, de levantamento documental sobre a localidade de Caldelas e da região envolvente, desde as origens até ao final do século XIX. A monografia termina com uma parte de actualidade turística que, como referiu Armindo Cachada no seu discurso, “é a identificação, no terreno, dos elementos históricos citados na primeira parte do trabalho e que funcionam como factores de identidade desta vila
Armindo Cachada referiu que a divisão deste trabalho em dois volumes foi uma opção estratégica, até pelo trabalho que tinha pela frente. “Esta primeira parte foi muito dificultada pela falta de dados. Não existe um grande cuidado na preservação documental, fundamental para a constituição da identidade da freguesia. Em épocas mais recuadas, este problema é mais acentuado ”. O autor confirmou que, por parte dos responsáveis locais, caso da instituição paroquial ou a administração local, não se verificou uma grande preocupação de preservação de documentação. De referir que a primeira referência escrita ao nome de Caldelas surge no ano de 946 da nossa era!
Quanto ao eventual segundo volume, Armindo Cachada referiu que já existem contactos com a Junta de Freguesia para que seja uma realidade nos próximos tempos.

O Pe João Felgueiras, a quem se dedicou esta monografia, mostrou-se bastante sensibilizado com esta homenagem. Aproveitou para falar da realidade em que vive o povo timorense e dos momentos de instabilidade que atravessa. De partida para esse jovem país, referiu que Timor não teria sido independente sem acção de Portugal e do missionarismo.
Francisca Abreu, vereadora da cultura da Câmara Municipal de Guimarães, reforçou a ideia da importância deste tipo de publicações pois, como referiu, “a história de um país também assenta na história das suas localidades ”. Fez questão de assinalar que a vila de Caldas das Taipas tem tido um papel importante no concelho e tem sido um pólo de atracção por diversas razões: o rio, as termas, as cutelarias e toda a sua envolvência.
Como as questões protocolares não são o forte do Presidente da Junta, este ainda acabaria por convidar o presidente da Assembleia de Freguesia a dirigir algumas palavras sobre a monografia.
Manuel Ribeiro fez questão de referir que o projecto da monografia foi lançado no anterior mandato presidido por Remísio Castro e recuperado por Constantino Veiga, que o viria a concretizar. Para além de uma certa deambulação histórica, Manuel Ribeiro acrescentou que a monografia, agora apresentada, era um livro pelo qual os taipenses ansiavam. “Livro que vai mostrar a grande centralidade que as Taipas sempre teve e que é uma terra fundamental para o futuro do concelho de Guimarães ”.

A monografia, por dificuldades técnicas, acabou por não ser colocada à venda no dia da sua apresentação, o livro estará disponível ao público, no dia 23 de Junho (sexta-feira).

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