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Ministro recolheu impressões positivas na Unidade de Saúde Familiar de Ponte
Sexta-feira, Março 30, 2007

António Correia de Campos ficou satisfeito com as instalações do edifício construído de raiz onde está instalada a USF de Ponte. Por responder ficaram as questões relacionadas com o défice de médicos no Centro de Saúde das Taipas.

Passavam poucos minutos da hora marcada quando António Correia de Campos chegou à nova Unidade de Saúde Familiar de Ponte, uma das primeiras unidades de oferta de cuidados primários de saúde a funcionar no país, segundo um novo modelo.

O edifício, construído de raiz, impressionou o ministro que, à medida que caminhava ia trocando impressões com quem encontrava. Impressões positivas pelo que se pôde perceber – médicos, pessoal de enfermagem, de administração e utentes, todos mostravam sinais de satisfação.

As Unidades de Saúde Familiar distinguem-se dos tradicionais Centros de Saúde logo na formação da equipa. São os profissionais de saúde que escolhem a própria equipa de trabalho. Outro aspecto que os responsáveis garantem é a prontidão na resposta ao utente.

Correia de Campos destacou como mais importante nas Unidades de Saúde Familiar o facto de não terem ninguém à espera de consulta antes das oito horas da manhã. O ministro explica que “as consultas são marcadas de meia em meia hora e, numa USF, as pessoas não necessitam de esperar”. Esta característica é ainda apontada como um “indicador de qualidade essencial”.

Nas Unidades de Saúde Familiar existe um esquema de inter-substituição de médicos, que consiste na garantia de encontrar um médico que seja capaz de, a determinada hora, atender um utente.

O ministro da saúde português elencou ainda as prioridades do seu ministério: garantir o bom funcionamento da rede de cuidados de saúde primários – área onde, segundo o ministro, o país tem mais fragilidades; a segunda preocupação são os cuidados continuados aos idosos e pessoas em situação de dependência; e finalmente António Correia de Campos quer a sustentabilidade financeira das contas da saúde em Portugal. “Sem boas contas não há bom Serviço Nacional de Saúde” – diz o ministro.

O facto de existirem dois modelos de oferta de cuidados primários de saúde (os Centros de Saúde e as Unidades de Saúde Familiar) não significa a discriminação de utentes que utilizam um ou outro serviço enquanto se espera por uma uniformização da oferta dos serviços. Segundo Correia de Campos, o Governo apostou na criação voluntária das Unidades de Saúde Familiar e, por isso, estas foram as primeiras a organizar-se. Depois, espera-se também uma reorganização semelhante dos Centros de Saúde.

Questionado sobre o número de utentes sem médico de família nas Taipas, depois da abertura da USF de Ponte e da consequente transferência de médicos, Correia de Campos não se alongou nas palavras, dizendo apenas que a mobilidade de pessoal está a ser prevenida e conta com a entrada no serviço efectivo dos internos que se encontram de momento em formação.

Paulo Dumas
Alfredo Oliveira

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