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Ministro da Educação esteve na Escola Secundária das Caldas das Taipas
Terça-feira, Janeiro 19, 2016

A escola secundária da vila acolheu uma reunião entre Tiago Brandão Rodrigues e diretores de escolas da zona norte. Em cima da mesa estava a apresentação do novo modelo de avaliação dos alunos do ensino básico.

O novo ministro da educação, Tiago Brandão Rodrigues, já tinha anunciado algumas das medidas, com efeitos a partir do corrente ano letivo. De entre essas medidas, as mais sonantes, destaca-se a realização de apenas um exame, a acontecer no final do 9.º ano (ficando eliminados os exames do 4.º e 6.º anos), e as provas de aferição para os 2.º, 5.º e 8.º anos.

Estas alterações, apesar de apresentadas em pleno desenrolar do ano letivo, não têm provocado grande agitação junto das escolas. No entanto, a sua operacionalização, bem como outros aspetos, estão na base desta promoção de reuniões, de norte a sul, entre o ministro da educação e os diretores das escolas do país.

No final da reunião realizada na manhã do dia 19, Tiago Brandão Rodrigues deu mostra da sua satisfação pela forma como as medidas apresentadas estão a ser acolhidas pelos diretores das escolas. Nestas reuniões o ministro pretende ouvir os diretores, abrir a discussão para o levantamento de novas questões, para se encontrarem as melhores soluções para os problemas que as escolas enfrentam.

À margem do assunto central da reunião, o ministro da educação abordou a questão do fim da Bolsa de Contratação de Escola (BCE) de professores pelos estabelecimentos de ensino com autonomia e TEIP e, em sua substituição, a contratação através da Reserva de Recrutamento.

Questionado se, com essa medida, estava a ir ao encontro das reivindicações da FENPROF e da FNE, Tiago Brandão Rodrigues referiu que estava a apresentar uma solução para a ineficácia da BCE: “A comunidade educativa no seu todo, inclusivamente os sindicatos, mas acima de tudo a escola, os seus diretores, as associações de professores e muitos docentes, todos transmitiram que a bolsa de contratação de escolas não funcionava. Tinham tempo de colocação média de 21 dias o que, de certa forma, não vinha suprir as necessidades das escolas e implicava a existência de tempos alargados de não colocação de professores o que vinha trazer problemas reais ao seu trabalho diário”.