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Minho será novo pólo científico do país
Sexta-feira, Janeiro 18, 2008

Devido à grande concentração de estruturas vocacionadas para a investigação científica e tecnológica, já existentes ou em projecto, o Minho poderá assumir-se como pólo de excelência no sector, nos próximos anos.

A região do Minho deverá afirmar-se nos próximos anos como um centro de investigação e ciência. Quem o disse foi o vice-reitor da Universidade do Minho, antes da abertura de mais uma cimeira ibérica, que decorrerá em Braga este fim-de-semana (18 e 19 de Janeiro).

Manuel Mota fez saber que a região contará nos próximos anos com um corpo de investigadores, que estarão organizados nas várias estruturas vocacionadas para a investigação científica. Ao todo, serão cerca de 2000 investigadores, só na Universidade do Minho, aos quais se acrescem os que ficarão instalados no Instituto Ibérico de Nanotecnologias, em Braga; e no Instituto Europeu de Medicina Regenerativa, que ficará localizado no Avepark, cujo edifício está em construção prevendo-se a sua conclusão para os próximos meses.

António Cunha, director da Escola de Engenharia da Universidade do Minho, reconhece, em declarações à agência Lusa, que a região parte com algum atraso relativamente a outras regiões, como Lisboa e Vale do Tejo, que conseguiram afirmar-se no campo da investigação científica e tecnológica. No entanto, o mesmo responsável acredita numa inversão desta realidade, devido aos fortes investimentos que estão a ser feitos e ainda à ligação crescente entre o tecido industrial e o cluster científico e tecnológico emergente na região do Minho.

Texto: Paulo Dumas

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