Mesquita não tem dúvidas que o instituto ibérico será em Braga. ACIG já reagiu.
Domingo, Janeiro 15, 2006

Duas notícias desta semana fazem (re)surgir a polémica em torno da localização do Instituto Ibérico de I&D.

Mesquita Machado nem coloca a hipótese do Centro Ibérico de Investigação ficar fora do concelho de Braga

O Diário do Minho refere na edição do passado dia 13 que “Mesquita não tem dúvidas sobre local para centro ibérico”.

As declarações do Presidente da Câmara Municipal de Braga foram proferidas na conferência de imprensa que normalmente se realiza após a reunião do executivo bracarense.

De acordo com o DM, Mesquita Machado diz não querer ouvir falar sequer que o futuro Centro Ibérico de Investigação anunciado para Braga possa ficar localizado fora do concelho e que não querer entrar em “guerras” que fazem vender jornais.

A.I.Minho confirma

Uma recente entrevista do Presidente da Associação Industrial do Minho ao JN (a 6 de Janeiro) aponta no mesmo sentido. Nessa entrevista, António Marques apresentou diversos projectos da associação para 2006, dizendo também que, entre os projectos de desenvolvimento para a região do Minho, estará o Instituto Ibérico “que ficará no concelho de Braga”.

Recorde-se que os primeiros-ministros de Portugal, José Sócrates, e de Espanha, José Luís Zapatero, decidiram, na XXI Cimeira Luso Espanhola, em Novembro passado, criar um Instituto Ibérico de Investigação e Desenvolvimento, dizendo que ele terá sede no distrito de Braga.

Na altura, o presidente da autarquia de Braga convocou os jornalistas e posicionou-se de forma a tentar garantir o instituto para o seu concelho.

Algumas vozes em Guimarães levantaram-se contra essa localização e defenderam o AveParque, das Taipas, como o local certo para o instituto.

A mais recente foi a de Castro Fernades, o novo presidente da AMAVE, que disse esta semana à Antena Minho ser a favor da sua instalação nas Taipas, a meio caminho entre as cidades de Braga e Guimarães.

A polémica promete continuar.

A ACIG reagiu com uma nota informativa à imprensa sobre as notícias que dão conta da instalação do Instututo Ibérico de I&D em Braga.

A Associação Comercial e Industrial de Guimarães já reagiu às notícias que dão conta da instalação do Instituto Ibérico de I&D no concelho de Braga.

Assim, fizeram chegar a diversos órgãos da comunicação social um documento com informação referente ao assunto onde dão conta da estranheza e apreensão pelo teor das notícias vindas a público que, na opinião desta associação, contrariam o forte investimento governamental levado a cabo na construção do Avepark.

No documento referem que em resultado da XXI Cimeira Luso-Espanhola realizada recentemente em Évora terá sido dado o prazo de um ano à respectiva comissão técnica para elaborar um relatório que versará sobre as áreas de investigação a desenvolver pelo Instituto e também, julgam os responsáveis pela ACIG, sobre a sua localização. Vinculam a ideia de que, é neste contexto que se expõe os motivos pelos quais se considera que a instalação de tal Instituto no Avepark seria, claramente, a decisão mais acertada.

Efectivamente, encontra-se em fase final o arranque do Avepark, o pólo do Ave do Parque de Ciência e Tecnologia do Porto, localizado em Caldas das Taipas, de que a Câmara Municipal de Guimarães é sócia maioritária.

Trata-se de uma estrutura determinante para a região, enquanto motor da alteração estrutural indispensável à modernização do seu tecido produtivo, à empregabilidade dos licenciados formados na Universidade do Minho e à aplicação no mundo empresarial da investigação que vem sendo desenvolvida naquela Universidade que, por sua vez, garantiu desde a primeira hora o seu empenho activo no sucesso do Avepark.

Na informação que nos chegou fazem ainda questão da salientar, não se tratar esta, de uma “questão paroquial ou resultante de rivalidades estéreis que só nos retiram dimensão regional e capacidade reivindicativa.: o Avepark está no terreno, envolve financiamentos públicos locais e nacionais de monta e a sua viabilidade futura poderá ser posta em causa se o Intituto Ibérico de I&D, com a dimensão anunciada, vier a fixar-se noutro local”. Referem-se ainda ao facto do Avepark se situar rigorosamente a meio caminho entre Guimarães e Braga.

O documento termina com a manifestação de que o que move a ACIG relativamente a este assunto “é a profunda convicção de que a decisão de instalar o Instituto Ibérico no Avepark será a que melhor corresponde aos superiores interesses nacionais e regionais, já que de outra forma nos absteríamos liminarmente de a reclamar e defender”.

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