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Marcelo Rebelo de Sousa em Guimarães ao lado da coligação PSD-CDS
Terça-feira, Setembro 8, 2015

Marcelo Rebelo de Sousa, participou num almoço, em Ponte (Guimarães), inserido numa ação de campanha da candidatura da Coligação Portugal à Frente.

O hipotético candidato à Presidência da República, considera que António Costa “é um homem só”. Para Marcelo Rebelo de Sousa, a queda do PS nas intenções de voto, em contraponto com o crescendo da Coligação PSD-CDS, resultam de quatro razões fundamentais.

Primeiro, disse, “António Costa teve dificuldade em explicar a situação que se vivia em Portugal, em 2011”. Por outro lado, também “não conseguiu explicar como é que o país está hoje”. Em terceiro, “um partido que quer ser governo, precisa de ter uma mensagem muito clara sobre onde se vai posicionar. No caso do PS, posiciona-se mais à esquerda, ou mais ao centro. Tradicionalmente o PS concorreu para ganhar eleições, posicionando-se ao centro”.

Na opinião Marcelo Rebelo de Sousa, “o secretário-geral do PS tem tido dificuldade em saber posicionar-se e isso obriga a dois discursos ao mesmo tempo, que são muito confusos para a cabeça dos portugueses. Um discurso de quem quer ser primeiro-ministro ao centro mas que está, permanentemente, a ter de fazer viragens, acenos e apelos à esquerda”. Por fim, considerando muito difícil governar o país, diz ser necessária uma equipa e que, em António Costa, esse aspeto “tem falhado. Aparece sempre um homem demasiado só”.

Do lado oposto – “a outra realidade” – diz estar uma coligação PSD-CDS, que tem apresentado um discurso para o que se passou em 2011, aludindo ao excessivo otimismo que conduziu à tomada de medidas e realização de despesas levando à intervenção da Troika e ao Memorando de Entendimento, cuja aplicação conduziu a uma situação que “mesmo não sendo a resolução dos problemas de muitos portugueses”, significa uma mudança em relação ao que se vivia nessa altura – “a coligação entende que se deve governar o país ao centro”, é esta a terceira ideia que faz Marcelo distinguir uma candidatura da outra. Finalmente, “deve governar-se em equipa”, de quem se pode gostar mais, ou menos, mas que as pessoas sabem que funciona como tal.

Ao candidato da coligação pelo distrito de Braga, Jorge Moreira da Silva, Marcelo teceu rasgados elogios relembrando os seus tempos ainda na Juventude Social Democrata onde “já afirmava uma grande capacidade política, que o tempo veio confirmar”.

“Água mole em pedra dura, tanto bate, até que fura!”. Foi esta a expressão popular que Marcelo Rebelo de Sousa utilizou, já no final da sua intervenção, para se referir ao trabalho que André Coelho Lima tem realizado no concelho de Guimarães e que, na sua opinião, o conduzirá à presidência da Câmara Municipal de Guimarães.

Questionado a comentar se a declaração de hoje de José Sócrates, que garantiu estar “ao lado do PS, ao lado de António Costa, pela vitória eleitoral”, pode ser elemento prejudicial, ou perturbador, para alguém, Marcelo Rebelo de Sousa considerou tratar-se de uma declaração que “é sensata, é contida e, se for a única declaração até 4 de outubro, não tem influência negativa na campanha do PS”. Para Marcelo, tratou-se de uma intervenção “muito curta” e que “não levantou ondas políticas”.