Manifestação à porta da Herdmar por aumentos salariais
Quinta-feira, Junho 28, 2012

Um grupo de trabalhadores e representantes sindicais do sector metalúrgico manifestou-se, esta tarde, à porta da empresa de cutelarias Herdmar.

O protesto seguiu depois até ao centro da vila das Taipas onde viria a terminar por volta das 15.30 horas.

A manifestação, levada a cabo pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente Norte (SITE – Norte) e pela Federação Instersindical das Industrias Metalúrgicas, Químicas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (FIEQUIMETAL) teve, segundo Manuel Bravo da (FIEQUIMETAL) e porta-voz do Contrato Colectivo de Trabalho a ser negociado com a Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP) um duplo objectivo: “o aumento dos salários na empresa Herdmar que há mais de três anos não se verifica e um aumento dos salários em todo o sector pela negociação do Contrato Colectivo de Trabalho que decorre há mais de dois anos com a AIMMAP. Os trabalhadores do sector não podem esperar mais pelo fim dessas negociações”.

Apesar de terem solicitado à administração da empresa um breve encontro para colocarem em cima da mesa aquilo que consideram ser “a razão dos trabalhadores”, o mesmo acabou por não se verificar.

Manuel Bravo deu ainda conta de que “é propósito da FIEQUIMETAL, se entretanto, a atitude das associações patronais e das próprias empresas não mudar no sentido de actualizar os salários, ir a todas as empresas do sector metalúrgico para alcançar esses mesmos aumentos salariais.

As razões desta manifestação junto à Herdmar tem também a ver com o facto de entenderem que a referida empresa tem responsabilidades acrescidas neste assunto uma vez que faz parte da Direcção da AIMMAP, entidade com quem está a ser negociado o Contrato Colectivo de Trabalho do sector.

Por seu turno, José Avelino Marques, um dos administradores da Herdmar, dá conta que entende perfeitamente a preocupação dos trabalhadores e de que “têm todo o direito em se manifestar. No entanto, estamos num momento em que é muito importante aguentar o barco. Se não fazemos mais é porque realmente não podemos. As coisas não estão fáceis e quando temos possibilidades de fazer mais, nós fazemos”.

Relativamente ao facto de não terem recebido a delegação sindical José Avelino Marques referiu que “esses assuntos são para ser tratados, como estão a ser, nos locais próprios”.

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