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Mais uma para resolver a crise que o FMI não sabe
Sábado, Maio 7, 2011

Se há unanimidade neste país, é que todos, sem excepção, mesmo os que não votam sistematicamente, têm soluções para acabar, de uma vez por todas, com a crise. Claro, a crise económica do país, é essa que contende directamente com os bolsos dos portugueses e com o futuro dos filhos da nação. Porque as crises do Taipas, do Vitória, do Sporting, do Benfica, não há exibição ou vitória que a não esqueçam.

E toda a gente lança palpites… e toda a gente tem razão… um bocadinho… porque se não tivesse nenhuma ainda os levariam a sério. Então, as opiniões dão para tudo. No outro dia ia (de automóvel) a ouvir um programa de uma rádio e a intervenção de um ouvinte dizia: “Sócrates é o político (ou Português) com maior Q.I. (quociente de inteligência) da nossa história. Só ele é que nos podia resolver os problemas; era muito inteligente”.

Se isto fosse de inteligência seríamos o país mais desenvolvido do mundo sem menosprezo, é claro, pela inteligência do Primeiro-ministro em gestão. E não somos.

É nos tempos de crise que têm de surgir as ideias mais bizarras; mais inesperadas e talvez mais incomuns. Talvez delas resulte algum sentido ainda não apreciado devidamente.

Pois é, também tenho ideias para a crise. Mandava mais de metade dos efectivos da GNR e da PSP para o desemprego. Todos os militares e paramilitares que não estivessem ao serviço da investigação criminal: rua! Agora contem os militares da GNR e da PSP que não fazem outra coisa senão passearem um bocadinho, a pé, de carro (jipe) ou de mota, e com o beneplácito dos sinais de trânsito que existem em todo o lado a proibir tudo e mais alguma coisa, até de parar sem abandonar a viatura, escrevem, preenchem autos de contra-ordenação cuja contagem conclui um balanço positivo da actuação daquelas forças. E o que interessa são o número de autos levantados. Pois, é que mesmo em termos nominais as “multas” de trânsito são mais elevadas do que em Espanha e França? Então, em termos reais a diferença é abismal.

E o povo diz: só andam atrás de quem trabalha; e alguém acrescenta: são os que podem pagar. Aos restantes, não adianta passar multas. Não as pagam e só dão trabalho.

Depois há os serviços nos campos de futebol, as procissões, os cortejos, o ciclismo, as corridas. Pois, mas esses, mesmo que sejam alterações de ordem pública emergentes da própria natureza do evento, são pagos, são gratificados. Não contam para a actividade.

Agora contem os militares que nada mais fazem senão a segurança ao quartel; os que nada mais fazem senão serviços essencialmente administrativos. Somos capazes de chegar a metade. Desnecessários. Esse serviço poderia ser feito por civis; preparados e formados para tal; com menos fazer-se-ia mais.

Metade dos efectivos, digo eu, que não estivessem afectos à investigação criminal e por efeito à segurança pública, não deveriam ter lugar nessas instituições. É uma ideia perigosa não é? Mas existe. E sempre se poupava nos salários, no bem-estar das populações e no nível de vida dos portugueses.

O FMI que não saiba disto senão pega-lhe.