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Mais um ano…
Quarta-feira, Setembro 11, 2002

1.Mais um ano passou o que significou o reencontro de famílias afectadas pela EMIGRAÇÃO.
A todos esses emigrantes o desejo de boa viagem e um ATÉ PARA O ANO.
Esta realidade incontornável lembra-nos que: ”fomos, somos e seremos um país de grande emigração”.
Mais recentemente, e a partir da década de 80, ao mesmo tempo que diminuiu a emigração, Portugal viu-se subitamente transformado num país atractivo para movimentos imigratórios de várias proveniências.
Quantos foram? Quanto são?…A resposta é difícil pois muitos destes imigrantes ainda se encontram em situação clandestina, pelo que não estão contabilizados.
Paralelamente a esta nova população, debatemo-nos, juntamente com os restantes países comunitários, com o envelhecimento da população provocado pela diminuição da natalidade, que além de tornar previsível, num futuro próximo, o aumento da contribuição (impostos) dos activos para assegurar o futuro da terceira idade (partindo do princípio que os “xicos espertos” continuarão a fugir ao Fisco), vem criar, a médio prazo um outro problema: a redução do número de pessoas que exercem profissão. Como consequências iremos ter menor desenvolvimento, dinamismo, competitividade, iniciativa, resistência à modernização, etc.
Soluções: entre outras, a necessidade da abertura das fronteiras para receber população activa.
Isto implica não esquecer que muitos portugueses já tiveram um começo difícil, longe dos seus familiares. E é exactamente por já termos visto este filme que não devemos cair na tentação fácil de “fazer a esses imigrantes igual ou pior do que aquilo que nos fizeram a nós”: más condições de habitabilidade, trabalho muito pouco qualificado, com salários muito baixos e nem sempre pagos, etc, etc…. Se isto acontecer, estamos, consciente ou inconscientemente, a criar condições para o aumento de situações que já podemos ver na nossa Vila: imigrantes de leste a pedirem esmola a quem efectua levantamentos nas caixas Multibanco, a pedirem comida nos supermercados, etc. É evidente que sempre se disse: “antes pedir que roubar”. O problema não reside só aqui. Reside também que se formos a dar a todos aqueles que legal ou ilegalmente pedem, acabávamos nós também a pedir. Sabendo que a sua vinda é necessária, compete-nos a todos, mas muito mais ao Governo, criar políticas de integração sustentadas, eficazes e, se possível, de aplicação imediata. Como isto não está a acontecer, já foram criadas no país Associações particulares de apoio aos imigrantes para fazerem aquilo que este GOVERNO NÃO FEZ.

2.Mais um ano lectivo que vai começar e as minhas felicitações ao Sr. Tesoureiro da Junta de Freguesia, Arquitecto Constantino Veiga, pelo facto de lhe ter sido atribuído (entre outros), o Pelouro da Educação. Aproveito também para mais uma vez lhe dizer que as Associações de Pais e Amigos das duas Escolas Básicas do 1º Ciclo, estão totalmente disponíveis para trabalhar entre si e com o Sr. Arquitecto, pois sempre foi essa a postura entre estas Associações de Pais e a Junta de Freguesia de Caldelas, nomeadamente através da anterior responsável por essa área, Secretária da Junta de Freguesia, Dr.ª Celeste Marques.

3.Mais um ano passou e no que toca à existência de medidas capazes de assegurar a prevenção, a vigilância e o combate aos incêndios, continuamos no grau zero, ou seja, ausência de Legislação actualizada e adequada, quer a montante quer a jusante, assim como ausência de uma Política Integrada de Combate aos Incêndios. Quando isto acontecer serão criadas condições essenciais e fundamentais para quem Coordena e quem Comanda, possa trabalhar.
Sabendo que o melhor combate aos incêndios é a prevenção e a vigilância (refiro como exemplo o caso de Mortágua), torna-se urgente que as câmaras, os bombeiros, as juntas de freguesia, as associações de produtores locais e a população, criem infra-estruturas essenciais (corredores corta-fogo, limpeza das matas por ex.) e/ou mais meios de prevenção e vigilância. Todas estas acções podem diminuir a ocorrência de incêndios. Aos outros cidadãos fica desde já um pedido: NÃO PRATIQUEM ACTOS CRIMINOSOS.
Não gostaria de terminar sem deixar um agradecimento aos Bombeiros Voluntários de Caldas das Taipas que, independentemente do acima referido e do aumento significativo da área ardida, mais uma vez não baixaram os braços e abnegadamente meteram mãos ao trabalho. A todos os Soldados da Paz um sincero obrigado.

PS: e como diz o pobão: “antes uma sirene a tocare do que um incêndio a labrare.”

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