PUB
Mais do que uma festa
Terça-feira, Agosto 18, 2015

Há dez anos que se realiza nas Taipas uma festa singular, sem igual – a festa dos comunistas e seus aliados e amigos.

Dez anos em que pelo velho mercadinho passaram personalidades da cultura, da música e da política, numa simbiose equilibrada, trazendo até nós autores, cantautores e políticos, como José Casanova, Jorge Lomba e Ilda Figueiredo, que se juntaram Os Boémios, o Zé Amaro, o Luís Almeida e a Ção Pitada, para ilustrar o valioso e diversificado desfile de mulheres e homens do mundo das artes e da cultura que ano após ano nos visitam e connosco partilham momentos de entusiasmo, de festa e recuperação de forças para os combates políticos que temos de enfrentar.

É uma festa partidária, assumida e declaradamente política, mas de portas abertas à diferença, à divergência. Todos os anos é comum encontrar no recinto pessoas de outras formações, umas mais à direita outras mais à esquerda, num convívio democrático salutar que a muitos parece impossível, porque para alguns o combate político é isso mesmo, um combate, duro, só não sangrento porque os tempos vão condenando os combates de morte.

Será assim, mais uma vez neste ano, de 31 de Julho a 1 de Agosto, nó sítio do costume.

Uma festa pensada, planeada e montada por militância e com a solidariedade de outros. Uma festa com defeitos, com falhas, que embora sejam conhecidas pela organização esta não tem conseguido ultrapassar.

Nos tempos que correm, em que nos querem impingir que tudo se faz a troco de dinheiro, é justo realçar as horas de trabalho voluntário, militante, de quem abdica do convívio familiar, dos momentos de amena cavaqueira com amigos, para erguer a festa, fazendo de tudo um pouco. É de elementar justiça relembrar esses homens e mulheres que andam há dez anos a fazer a festa com o mesmo entusiasmo, a mesma alegria, a mesma determinação, da montagem à cozinha e à desmontagem.

Há quem diga que é uma festinha, tentado diminuí-la.