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Lar Alcide Felgueiras abre em agosto
Quarta-feira, Julho 23, 2014

Mesmo sem garantia do apoio da Segurança Social, o Lar do Centro Social Padre Manuel Joaquim de Sousa vai abrir portas este mês de agosto.

Estão a ser dados os últimos retoques para, durante o mês de agosto, o Lar Alcide Felgueiras, do Centro Social Padre Manuel Joaquim de Sousa (CSPMJS), abrir as suas portas aos primeiros utentes.

Apesar de não ter ainda garantido o apoio da Segurança Social, o presidente da Direção do CSPMJS, Ricardo Costa, garante que os primeiros utentes serão recebidos nas novas instalações já durante o próximo mês de agosto. “Vai abrir sem protocolo com a Segurança Social mas, não podemos ter uma estrutura com esta dimensão fechada. Vamos aproveitar aqui alguma economia de escala e até fusão de serviços do CSPMJS com o Lar e vamos abrir com o mínimo de custos fixos possível, com o mínimo de recursos humanos possíveis mas, estamos convictos de que vai tudo correr bem. Temos uma lista de espera significativa, estamos a telefonar às pessoas mas sabemos que não é fácil. Os valores o suportar por cada um, na ausência do referido protocolo, rondarão os 800 e mil euros mensais, dependendo do tipo de instalação a ocupar. Nesta altura ainda estamos abertos a receber inscrições”.

Sobre a ausência de protocolo com a Segurança Social, Ricardo Costa diz não perceber “como é que, quando fazemos uma candidatura com o pressuposto de apoio da segurança Social, ou seja, no estudo de viabilidade económica está incorporado um valor de comparticipação da segurança social, a seguir não se estabelece esse protocolo. Apoiam-nos do ponto de vista do edificado da obra num milhão e 62 mil euros e agora não está a ser tido em conta o valor previsto, no estudo de viabilidade económica, de apoio por parte da Segurança Social. Agora pergunto como é que vamos pagar o endividamento da parte que o POPH não financiou, cerca de um milhão e duzentos mil euros?! Como é que vamos conseguir pagar isto?! É um desafio grande, é verdade mas, estou convencido que com a ajuda de todos, vamos conseguir levar o barco a bom porto”.

“Se na altura das candidaturas nos tivessem dito que poderia estar em risco a realização do protocolo com a Segurança Social, teríamos pensado duas vezes antes de avançar. Nada disto nos foi dito e, perante este cenário macroeconómico, vemo-nos necessitados desse protocolo mas vemos que não há grandes soluções e que as pessoas não estão minimamente interessadas em resolver este problema que não é só nosso, é de todo o concelho” disse ainda Ricardo Costa a este propósito.