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Junta de Freguesia reuniu
Terça-feira, Outubro 31, 2006

O executivo da Junta de Freguesia de Caldelas, realizou ontem (30 de Outubro) a sua reunião mensal.
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A reunião mensal da Junta de Freguesia, realizou-se ontem, novamente em horário nobre (21.30h). Lembramos que de há uns tempos a esta parte o executivo decidiu passar estas reuniões para as 19 horas, o que, conforme ontem foi salientado pelo eleitor Ângelo Freitas, faz com que as mesmas sejam pouco participadas pelo público.

Dos assuntos tratados pelo executivo da Junta, foi dado a conhecer o expediente, bem como alguns requerimentos que deram entrada na secretaria durante o mês de Outubro.

Decidiram ainda substituir Armando Marques na representação da Junta nas reuniões das Assembleias de Escola por Armando Abreu. Foi feito o ponto de situação da Campanha de Recenseamento em curso e foi manifestada a intenção, por parte do executivo, na distribuição de cartazes pelos estabelecimentos comerciais da vila apelando e sensibilizando a população ao recenseamento na freguesia de Caldelas.

Constantino Veiga informou ainda que a Junta de Freguesia está a desenvolver alguns projectos de grande interesse para a vila e que, já em Dezembro, seria dado a conhecer publicamente, o primeiro: a requalificação urbana da zona da Avenida da República.

No período destinado ao público, foi Rogério Silva o primeiro a usar da palavra. Referiu-se à extinção do Serviço de Saúde Pública do Centro de Saúde das Taipas e à intenção governamental de encerrar este tipo de serviços. Constantino Veiga, relembrou que a Junta de Freguesia também está preocupada com o assunto. Já reuniu com o Director do Centro de Saúde mas, que essa, é uma questão que está dependente de decisão governamental.

Seguiu-se Ângelo Freitas, que começou por manifestar a sua preocupação pelo trânsito caótico que se verifica todos os finais de tarde junto à Escola E.B. 2/3 das Taipas. De seguida lamentou o estado deplorável em que se encontra a ponte “romana”, com muito lixo e lama (relacionando o assunto com o fecho das comportas do açude de Além) para terminar a sua intervenção com uma referência à oportunidade perdida por Guimarães (e consequentemente as Taipas) ao ver a instalação do Instituto Ibérico de Investigação & desenvolvimento, “fugir” para Braga.

Constantino Veiga referiu que, relativamente ao problema do trânsito, o assunto está a ser estudado e numa primeira fase, já foram instalados uns semáforos limitadores de velocidade. Quanto à limpeza do rio, a Junta já solicitou autorização ao Ministério do Ambiente para poder intervir no assunto, nomeadamente, para a criação de um cais de gaivotas a ser explorado pelos Bombeiros das Taipas. Na questão do Instituto Ibérico de I&D, lamentou o sucedido mas referiu que o desfecho final não o surpreendeu.

Texto: Manuel António Silva

COMENTÁRIOS A ESTA NOTÍCIA
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A desactivação do Serviço de Saúde Pública do Centro de Saúde das Taipas é duplamente negativa.
Primeiro, porque se trata de uma valência que servia uma vasta região, de que as Taipas era o centro. Contrariamente ao que foi dito pelo Executivo, essa valência não se resumia à emissão de atestados para efeitos de carta de condução. Também se notava, por exemplo, nos processos relacionados com as vistorias para atribuição de licença de laboração. Eu próprio testemunhei em Julho passado um caso em que a Médica agora aposentada integrou uma equipa que da parte de tarde tinha outras vistorias a realizar e à minha frente informou os seus pares de que tinha de se deslocar ao Centro de Saúde das Taipas. Se nas Taipas lhe prepararam os processos, ainda bem, sinal de que há um apoio administrativo. Esta é uma perda real que não serve os interesses das Taipas enquanto pólo de influência que está para além dos limites territoriais da freguesia.
A segunda razão pela qual a perda da valência é negativa para as Taipas é que vai obrigar as pessoas, singulares e colectivas, que até há pouco iam ao Centro de Saúde para resolver os problemas a terem que se deslocar a Guimarães, com mais despesa, mais necessidade de tempo e mais incómodos. É sempre mais fácil o médico deslocar-se às Taipas do que muitos Taipenses deslocarem-se a Guimarães. Mais fácil e mais económico.
Por último: todos sabemos que combater a tendência governamental para encerrar serviços públicos é tarefa árdua que nem sempre resulta. Mas só quem semeia pode colher e aceitar sem contestar tais medidas é meio caminho andado para que amanhã outros serviços fechem, quem sabe se o próprio Centro de Saúde que aos poucos ficou vazio, sem valências que justifiquem mantê-lo aberto? Então será muito tarde…
Cândido Capela Dias 2006-10-31 18:13h

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