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Junta de Freguesia de Caldelas denuncia injustiça à Industria da Cutelaria
Segunda-feira, Março 7, 2011

O não reconhecimento da indústria da cutelaria, no âmbito do COMPETE – Programa Operacional Factores de Competitividade, é considerado pela Junta de Freguesia de Caldelas como uma “injustiça praticada contra uma indústria histórica do nosso país”.

A Junta de Freguesia de Caldelas deu conta, através de um documento distribuído à imprensa, da sua insatisfação e repudio pelo facto da CAE (Classificação das Actividades Económicas) da indústria da Cutelaria não ter sido elegível no âmbito do COMPETE – Programa Operacional Factores de Competitividade, apesar de “cumprir todos os requisitos previstos para integrar o cluster PRODUTECH – Pólo das tecnologias de produção”.

Para os responsáveis da Junta de Caldelas “esta exclusão consubstancia em si uma injustiça para com uma indústria histórica no nosso país e que é hoje responsável pela produção dos talheres utilizados na mesa de 10% dos europeus”.

Dizem ainda que “a Vila de Caldas das Taipas é hoje o principal pólo produtor de cutelarias da Europa. A manutenção da centralização do processo produtivo em solo nacional, contrariando a tendência das grandes cutelarias europeias, confere aos talheres portugueses um garante de qualidade muito procurado pelos mercados externos mais exigentes. Este sector conta hoje com cerca de 3 dezenas de empresas, responsáveis por cerca de 2 mil postos de trabalho directo. Com um nível geral de exportações que atinge perto de 80% da produção”.

Naquilo que dizem ser uma “tentativa de preservar e defender esta indústria com grande impacto económico para a nossa vila”, no final do referido documento deixam clara a intenção de fazer chegar aos grupos parlamentares na Assembleia da República e a todas as entidades competentes “a injustiça preconizada no não reconhecimento da importância desta indústria e na sua exclusão do programa COMPETE”.