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Junta de Freguesia de Caldelas acusada de discriminação política
Domingo, Abril 22, 2007

O 33º aniversário do 25 de Abril de 1974, à semelhança de outros locais espalhados por todo o país, também vai ser comemorado nas Taipas.

A Comissão Promotora das Comemorações do 25 de Abril nas Taipas, com o apoio da secção de Guimarães do Sindicato dos Metalúrgicos de Braga, vai assinalar o dia com a difusão das canções de Abril, por meio de música gravada e com uma exposição denominada “Que Viva Abril”, patente ao público ao longo do jardim público.

A partir das 16.30 horas decorrerá um espectáculo musical interpretado por Quim Pastel, a realizar no Coreto do Jardim Público.

No entanto, era intenção da Comissão Promotora destas comemorações preencher o dia com mais eventos que acabaram por não passar de intenções e por ficar no papel. Tudo devido, essencialmente, à falta de apoios. Neste capítulo direccionam o seu descontentamento para a Junta de Freguesia, a quem solicitaram um subsídio de 500 euros. Este apoio foi recusado com o argumento de que o “executivo não tem verbas disponíveis para o efeito, nem tão pouco pode promover iniciativas partidárias”, conforme dão conta num comunicado distribuído à imprensa.
Foi precisamente este argumento que gerou grande descontentamento nos promotores das comemorações levando-os, através do referido comunicado, a acusar o executivo da Junta de Freguesia de discriminação política.

No documento distribuído à imprensa, pode ler-se ainda que “O pedido de subsídio foi solicitado em nome da «Comissão Promotora das Comemorações do dia 25 de Abril na Vila das Taipas». Em nenhum local se menciona ou se alude a qualquer partido político, sendo portanto totalmente descabido o argumento de que a Junta não promove iniciativas partidárias. Nunca foi intenção desta comissão utilizar a iniciativa com fins partidários, como tal, consideramos que só uma colagem de etiquetas políticas por parte da Junta de Freguesia aos promotores desta iniciativa permitiu fazer tais apreciações”. Consideram ainda que os critérios utilizados pelo executivo da Junta de Freguesia de Caldelas contrariam os valores e ideais de Abril, de liberdade, democracia e igualdade e equiparam-se mais critérios discriminatórios utilizados nos tempos do fascismo.

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