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Investimento público como indutor do investimento privado
Quinta-feira, Outubro 15, 2015

A forte queda do investimento em economias avançadas desde o início da crise financeira é fundamentalmente o resultado de uma atividade económica muito fraca, segundo o Fundo Monetário Internacional, que diz que mais investimento público é necessário para convencer os investidores privados a voltarem a assumir riscos.

Compreendendo e executando este conceito emerge uma nova exigência de intervenção do público, visando a capacidade de desenvolvimento do sector privado. O conceito de empreendedorismo, essencialmente direcionado para os jovens, mas que não tem limitação de idades, encontra-se banalizado numa apreciação geral, mas pode ser enriquecido e valorizado quando assenta num conceito de conhecimento e capacidade de execução.

A capacidade de gerar uma ideia/ negócio está sujeita à força das circunstâncias atuais, numa realidade constrangedora ao nível das políticas económicas nacionais e, principalmente, da Europa. Num mundo global, que será cada mais glocalizado, torna-se indissociável rasgar os horizontes e estabelecer metas que extravasam os limites das fronteiras, tanto nos países como continentes, sem nunca deixar de parte a rentabilidade daquilo que existe e é nosso, nomeadamente a valorização dos nossos recursos endógenos. Foi assim com a recuperação das termas das Taipas, valorizando simultaneamente o seu recurso endógeno, a água termal, potenciando-a e alavancando toda a economia local que gravita à sua volta. Investimento público indutor do investimento privado.

Desse modo, a Câmara Municipal de Guimarães, sob a presidência do Dr. Domingos Bragança, tem definido uma política de desenvolvimento económico com base num vasto leque de oportunidades aos empresários que já se encontram enraizados no concelho, através de políticas de apoio financeiro, sendo exemplo o programa FINICIA, encarado como um produto de financiamento destinado ao apoio a projetos de investimento desenvolvidos por micro e pequenas empresas. Através da desburocratizarão e agilização de processos que visem essencialmente a aceleração da sua materialização no terreno e alteração do modus operandi, tendo como finalidade última, a criação de um concelho economicamente mais forte e que, consequentemente, promova a criação de mais e melhor emprego. A proatividade deverá ser a nossa imagem de marca junto dos empresários e não a reação às suas necessidades. Devemos ser agentes provocadores e não agentes passivos que vão de encontro apenas às necessidades de cada um. Devemos, inequivocamente, criar e induzir necessidades que, à luz de uma primeira análise, pareçam não existir.

É fundamental transferir o conhecimento produzido nas universidades para as empresas e desafiar as universidades ou centros de conhecimento a responder às reais necessidades das empresas. O conhecimento é uma ferramenta essencial nos dias que correm, sendo uma porta que se abre à capacidade de empreender, aqui o Departamento de Desenvolvimento Económico (DDE) da Câmara Municipal de Guimarães, reunindo todos os dados que caracterizam o real paradigma, elaborou e está a cumprir um plano estratégico voltado para a promoção da internacionalização e da capacidade competitiva da economia da cidade e do concelho, numa escala global: potenciação da inovação, criatividade e do espírito empreendedor dos vimaranenses; consolidar Guimarães num espaço de experiências com as mais-valias que lhes estão associadas; posicionar a cidade nas principais redes de produção e criação de valor; criação, atração e retenção de talentos, empresas, investimentos e atividades em clusters estratégicos. Tudo isto para afirmar Guimarães nas principais rotas de projetos e redes internacionais.

É aqui que entram os principais atores enquanto empreendedores… As instituições públicas abrem caminhos, servindo de interface, cabendo a cada um seguir essa rota rumo ao sucesso, revelando conhecimento e capacidade suficientes para executar a ideia empreendedora.

Vereador da Câmara Municipal de Guimarães