Intervenção no Rio Ave está suspensa
Quinta-feira, Setembro 22, 2011

Ao início da tarde de hoje, a intervenção de regularização do leito que decorria no Rio Ave, na zona das Taipas, foi suspensa.

Essa é a única certeza que existe. A intervenção que a Junta de Freguesia estava a levar a cabo no Rio Ave, desde o passado dia 5 de Setembro, na zona das duas pontes das Taipas, até ao “areal”, está suspensa.

As máquinas e camiões estão parados desde o início da tarde de hoje.

Até ao momento ainda não conseguimos apurar junto de Constantino Veiga, presidente da Junta de Freguesia de Caldelas, quais as razões e quem terá dado as indicações para que a intervenção fosse suspensa.

Em todo o caso, dado que a autorização para esta intervenção terá sido concedida pela Administração da Região Hidrográfica do Norte(ARHN), tudo leva a crer que seja esta, a única entidade que terá poder para proceder à suspensão da mesma, facto que estamos a tentar confirmar, junto dos serviços competentes da referida entidade.

A todo o momento daremos conta de novos pormenores relativos a este assunto.

(18.45 horas)

Em contacto estabelecido com o Presidente da Junta de Caldelas, Constantino Veiga, ficamos a saber que a ordem de suspensão da intervenção foi dada pela ARHN e que resultou de uma reunião realizada no final do dia da última terça-feira, no Porto, em que para além de Constantino Veiga esteve presente um representante da Câmara Municipal de Guimarães.

Contantino Veiga aponta as pressões exercidas pelo municipio vimaranense, perante a ARHN, como a principal causa para que isto tenha acontecido.

Ao que nos referiu, as questões levantadas na reunião em causa, tiveram a ver com o estado de segurança das duas pontes. “Para nós, uma vez que já não estavamos a intervir nesses locais, estavam reunidas todas as condições para que a obra proseguisse. Aliás, na ponte pedonal, logo que começamos esta intervenção e começamos a ver muita preocupação com aquilo, até deixamos por fazer o que tinhamos previsto, precisamente para não dar azo a que pudessemos ser acusados do que quer que seja. Na ponte maior, nem sequer nos aproximamos. Por isso, as máquinas já andavam longe do local e poderiam ter continuado”.

Constantino Veiga adiantou ainda que para que a intervenção volte a avançar, terá de ser feito o levantamento topográfico do local (pontes) bem como, solicitar a uma entidade credível (qua ainda não sabem qual) um parecer sobre a segurança das duas pontes.