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Instituto ibérico inaugurado em Braga
Sábado, Julho 18, 2009

Não esteve livre de polémica a inauguração do novo equipamento tecnológico que surge em Braga. O mesmo que foi lançado em 2005 pelos dois ministros na cimeira ibérica de Évora e que fez correr muita tinta até que se percebesse se ficaria em Guimarães (no Avepark) ou em Braga.

Os dois países ibéricos estiveram ontem representados ao mais alto nível na inauguração do Instituto Ibérico de Nanotecnologias, na cidade Braga: chefes de Estado e primeiros-ministros dos dois países, assim como os respectivos ministros da ciência e tecnologia.

Vários dos intervenientes na sessão de inauguração vincaram que a criação de um equipamento deste género, envolvendo Portugal e Espanha, é um novo marco no estreitamento de relações ibéricas e um “marco histórico”, como chegou a referir o primeiro-ministro José Sócrates e o edil bracarense Mesquita Machado.

A inauguração do edifício esteve contudo envolto em alguma polémica. Ouvia-se em surdina, entre as individualidades presentes, que esta inauguração ocorria antes do tempo. O edifício está longe de estar concluído. Entidades oficiais justificaram dizendo que o momento foi escolhido em função das agendas dos representantes dos dois estados.

À porta da cerimónia de inauguração também não passou despercebida uma manifestação onde era visível um cartaz com o logótipo do PCP. Tudo sempre vigiado à distância e de forma mais ou menos discreta pelo forte dispositivo de segurança.

O Instituto Ibérico de Nanotecnologias, criado no final de 2006, está a ser construído onde outrora funcionava o parque de diversões Bracalândia, num terreno à face da Avenida João Paulo II e a poucos metros da Universidade do Minho. De resto, desde que foi criada, a estrutura tem estado a funcionar provisoriamente nas instalações da universidade.

Previsivelmente, este equipamento deverá albergar um conjunto de 200 investigadores da área das nanotecnologias. A nanotecnologia é uma área científica de génese recente (início dos anos 60) que consiste no desenvolvimento de componentes e circuitos à escala atómica.

O prefixo “nano” deriva de uma medida métrica. Um nanometro (1nm) representa 0,000000001 metros. É a esta escala que a nanoinvestigação opera, com diversas aplicações ao nível da electrónica (a construção de chips) e na medicina (pelo desenvolvimento de biomateriais).

Texto: Paulo Dumas

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